NATO reforça aposta no espaço com novo programa de satélites
Espanha vai contribuir com imagens da Constelação do Atlântico para a vigilância da costa europeia a partir do espaço, anunciou Radmila Shekerinska, vice-secretária-geral da NATO.
Os aliados da NATO anunciaram esta terça-feira um conjunto de novas iniciativas para reforçar as capacidades militares no espaço, com destaque para o lançamento do programa multinacional HALO e para o alargamento de projetos já existentes nas áreas da vigilância por satélite e do acesso ao espaço. Espanha vai contribuir com imagens da Constelação do Atlântico para a vigilância da costa europeia a partir do espaço.
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“Oito [países] Aliados estão a lançar um projeto para explorar o desenvolvimento de uma megaconstelação chamada HALO [Hybrid Alliance Layered Operations in Space/Operações Híbridas em Camadas da Aliança no Espaço], inaugurando um novo capítulo nas operações espaciais aliadas. Esse novo modelo será particularmente útil para comunicações de alta velocidade, inteligência e rastreamento de mísseis, superando as limitações de custo, tempo e cobertura inerentes às frotas de satélites de nações individuais”, anunciou Radmila Shekerinska, vice-secretária-geral da NATO, durante o Fórum Industrial de Defesa, a decorrer no âmbito da cimeira NATO, em Ancara.
As nações aliadas no projeto não foram referidas, mas segundo publicações internacionais, o HALO envolve a Dinamarca, o Canadá, a Finlândia, Alemanha, Noruega, Países Baixos, Suécia e Turquia.
O programa HALO pretende integrar satélites militares nacionais numa rede conjunta, criando uma “mega constelação interconectada” capaz de reforçar as comunicações militares, a recolha de informações e o rastreamento de mísseis, superando as “limitações de custo, tempo e cobertura das frotas de satélites” associadas às frotas de satélites operadas individualmente por cada país, esclarece a NATO em comunicado.
No âmbito do espaço, a vice-secretária-geral da NATO anunciou igualmente que Espanha tinha aderido ao Alliance Persistent Surveillance from Space (APSS), projeto lançado há dois anos na cimeira de Washington. Será o 19.º país a aderir à iniciativa. “A Espanha contribuirá reforçando a vigilância costeira por meio de imagens de seus satélites da Constelação Atlântica”, adianta a responsável.
Também durante o Fórum, o Canadá tornou-se o 15.º membro da iniciativa STARLIFT, dedicada ao desenvolvimento de uma rede de capacidades de lançamento espacial que permita colocar satélites em órbita com maior rapidez a partir de diferentes bases de lançamento da Aliança.
Ao nivel do espaço, a alemã Isar Aerospace assinou ainda um acordo com a canadiana Maritime Launch Services para garantir acesso às infraestruturas do Spaceport Nova Escócia, reforçando a capacidade de lançamento orbital. Segundo a vice da NATO, o acordo é no valor de 140 milhões de dólares.
Já a Turquia revelou um novo plano para expandir as suas capacidades espaciais militares, que inclui o desenvolvimento de dois novos satélites de alta resolução, complementando o atual satélite de observação IMECE. Os dois satélites serão construídos na Turquia pelo TÜBİTÁK Space Institute, num contrato de 300 milhões de dólares, referiu Radmila Shekerinska.
A Turquia também assinou contratos com a empresa de defesa turca Aselsan para o desenvolvimento de satélites de órbita baixa e sistemas de comunicação militar, bem como para a aquisição e o desenvolvimento de sistemas de radar de alerta antecipado, no âmbito da arquitetura nacional integrada de defesa aérea “Steel Dome”. “Esses contratos totalizam mais de 350 milhões de dólares e reforçarão a capacidade da Turquia de manter a conectividade no campo de batalha, bem como suas capacidades de detecção e alerta antecipado. Tais iniciativas contribuirão para as capacidades espaciais e de vigilância já robustas da região”, destacou.
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