
Pequenos passos, grandes mudanças
Os cidadãos do mundo estão desesperados por mudanças e ansiosos para ajudar a impulsioná-las. O que os líderes empresariais e governamentais podem fazer em 2025 e além para que isso aconteça?
A sociedade global encontra-se numa encruzilhada. Enfrentamos desafios enormes, até existenciais, mas não temos fé nas nossas instituições para resolvê-los. Um inquérito da OCDE de 2023 revelou que apenas 41% dos portugueses confiam no governo nacional, enquanto pouco mais (48%) confiam nos meios de comunicação social.
Quem nos vai salvar? A resposta é simples: nós mesmos.
As tendências que estou a verificar contam uma história de perseverança e determinação. Os cidadãos do mundo estão cansados de esperar pela ação dos líderes e estão prontos para agir. À medida que os eventos climáticos extremos se intensificam, eles estão “a impermeabilizar o clima” das suas casas e comunidades. À medida que a globalização tira do mundo as suas características únicas, eles estão a lutar para preservar línguas, culturas e antigas tradições artesanais.
Eles não vão abaixo sem lutar.
Agora, precisamos de descobrir como as organizações públicas e privadas podem apoiar — e aproveitar — esse impulso urgente para a mudança.
Os progressos começarão com um diálogo aberto. Soluções do mundo real estão por aí. Elas são apenas geograficamente limitadas. Veja-se o que Portugal pode ensinar a outras nações sobre segurança pública. Que lições o Chile pode partilhar sobre políticas climáticas robustas? Ou o que os países que se debatem com elevadas taxas de tabagismo podem aprender com a Suécia, que está a menos de meio ponto percentual de alcançar o estatuto de “sem fumo“.
O que poderíamos alcançar se as barreiras à livre troca de ideias e informações fossem desmanteladas e mais pessoas fossem capacitadas para contribuir para soluções? Os avanços na inteligência artificial tornam isso muito mais viável hoje do que em qualquer outro momento da história. As ONG têm percorrido algum caminho no sentido de envolver os cidadãos na defesa transnacional, sensibilização e ações direcionadas. É hora de encontrar maneiras de impulsionar essas iniciativas para promover ações mais rápidas e eficazes. Talvez precisemos de uma espécie de Nações Unidas para o ativismo cidadão — uma força apolítica e transnacional que convoca diálogos abertos, educa e aproveita o crowdsourcing para implementar soluções imediatas.
Os cidadãos do mundo estão desesperados por mudanças e ansiosos para ajudar a impulsioná-las. O que os líderes empresariais e governamentais podem fazer em 2025 e além para que isso aconteça?
O mundo aguarda.
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