Opiniões
Numa economia cada vez mais dominada por plataformas, quem garantir presença nos pontos certos de acesso continuará a capturar valor e a manter uma relação relevante com as audiências.
As pessoas querem proximidade. Querem transparência. Querem marcas que as tratem como indivíduos, e não como leads. A autenticidade não é uma tendência. É um regresso à base.
Em Portugal não existe legislação específica e permanente contra o ambush marketing, salvo o diploma aprovado para o Euro 2004. A proteção depende de normas dispersas.
Há pessoas que remam a favor da corrente, outras que remam contra. E há aquelas que navegam ao sabor do vento. São normalmente as mais difíceis de identificar, porque o silêncio também comunica.
Quando tudo é possível, nada parece especialmente impossível. Mas há uma pergunta que vale a pena fazer. Será que esta facilidade produz encantamento?
Um dirigente que não percebe o que está em causa deixa uma dúvida legítima sobre se tem condições para continuar a exercer funções como presidente da ARTE e 'CTO do Estado'.
Serão sempre as organizações, as marcas, as economias e as sociedades que melhor compreenderem as pessoas aquelas que conseguirão construir crescimento sustentável, gerar confiança e criar futuro.
A mudança na economia da informação depende das empresas jornalísticas e dos próprios jornalistas, mas depende em igual proporção das escolhas de leitores e dos investidores comerciais.
Em 1973, 65% dos trabalhadores estavam sindicalizados, em 2020 eram apenas 14%.
Num mundo que se fecha, abrir é um ato de coragem. E talvez seja também um ato de inteligência.
Para as marcas, o verdadeiro Mundial não se joga apenas em campo, mas sobretudo na capacidade de entrar no imaginário coletivo antes de a bola começar a rolar.
O algoritmo digital, que ocupa o lugar do réu nos diagnósticos sobre a polarização e a intolerância, é culpado de muita coisa, mas não inventou o instinto de nos rodearmos de quem nos confirma.