Opiniões
Aos que encontram numa entrevista ou numa notícia uma boa razão para ler e, de seguida, para nos pedir um acesso de borla, faço uma proposta revolucionária. Façam uma assinatura.
Proença prometeu um “modelo de gestão empresarial”, isso obrigava-o a preparar o futuro da seleção com menor dependência de Ronaldo e a preservar o valor da relação depois da sua saída dos relvados.
Não é o consumidor que tem de mudar. Em ambientes de baixa confiança, o marketing não pode limitar-se a criar notoriedade ou desejo. Tem de reduzir incerteza.
Se todas as marcas são autênticas, têm propósito, querem gerar impacto e dizem-se inovadoras, torna-se inevitável questionar se o que dizem ainda tem significado.
Quantas decisões poderiam ter um impacto maior se tivéssemos criado espaço para refletir? Frequentemente confundida com incapacidade, a pausa pode ser um momento de grande aprendizagem.
Sustentabilidade não deve ser uma promessa vaga. Deve ser algo que se consegue provar.
Uma ferramenta que acelera também amplifica. Quando existe clareza, amplifica clareza. Quando existe ruído, amplifica ruído. É por isso que a IA não substitui estratégia.
A IA amplifica e acelera aquilo que lhe damos. Isso é extraordinário quando existem conhecimento, contexto e critérios. E bastante menos extraordinário quando tal não se verifica.
Não tenho dúvidas que o próximo grande desafio do marketing não é conseguir mais atenção, mas antes conseguir melhor atenção: mais relevante, significativa e capaz de criar valor sustentável.
O treatment nasceu para responder a uma pergunta: "Como faria este filme?" Talvez, sem nos apercebermos, tenhamos começado a premiar quem melhor responde a outra: "Como apresento esta resposta?"
Nas marcas como na vida, escolher um caminho é abrir mão de outros, mas é também a única forma de chegarmos verdadeiramente a algum lugar.
O que permanece é a curiosidade, a capacidade de aprender e a abertura para questionar aquilo que sempre fizemos. A tecnologia muda. A adaptabilidade permanece.