Opiniões
Podemos vir a ser substituídos por máquinas, mas o grande exercício é impedirmos que a função também morra no turbilhão da mudança.
Uma ideia só é boa se fizer alguma coisa acontecer. Tudo o resto é entretenimento. E, sendo claros, os clientes não contratam entretenimento. Contratam resultados.
Quando a narrativa se distancia da realidade, não é apenas a reputação da marca que é colocada em causa, é também a credibilidade do próprio conceito de sustentabilidade que se fragiliza.
Falar de saúde de forma acessível e responsável não é um detalhe. É uma condição para que mais pessoas reconheçam sinais de alerta, valorizem sintomas e procurem ajuda atempadamente.
Trabalhar marcas no universo infantil é aceitar jogar o jogo longo. É compreender que nem tudo o que conta pode ser medido no trimestre seguinte.
Quando todos conseguem produzir mais, mais depressa e mais barato, o único ativo que permanece escasso é a inteligência aplicada, aquela que transforma informação em decisão e comunicação em impacto.
Esses algoritmos, alimentados por machine learning, aprendem rapidamente que medo, raiva e ódio geram mais envolvimento do que moderação ou nuance. A virtude está no meio, mas não gera cliques.
Bem podem protestar alguns ‘Velhos do Restelo’, mas os nossos mercados devem modernizar-se com padrões de medição já consolidados internacionalmente.
A próxima vaga de inovação em marketing não pertencerá às marcas mais rápidas. Pertencerá às marcas culturalmente mais inteligentes.
As campanhas globais têm o seu valor, mas tendem a dar lugar a narrativas mais locais, culturalmente sensíveis e alinhadas com a realidade de cada país.
Em Portugal, duas em cada três pessoas que se lembram de ter visto um anúncio não sabem de quem é ou acham que é de outra marca.
O mercado português já não é apenas o mercado de “dez milhões de portugueses”. É um mercado mais plural, culturalmente mais diverso e economicamente mais dinâmico.