Calçado português quer investir 140 milhões com fundos do PRR

A Indústria tem dois projetos ao abrigo do PRR. O BioShoes4All contempla um investimento de 80 milhões e o FAIST de 60 milhões. O setor quer ser a "referência internacional nas soluções sustentáveis".

A indústria portuguesa de calçado quer investir 140 milhões de euros nos próximos três anos ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com o objetivo de ser “a referência internacional no desenvolvimento de soluções sustentáveis”, avançou esta terça-feira a APICCAPS.

Em causa estão dois projetos, “distintos mas complementares”, que reúnem mais de 100 empresas, entre universidades, empresas e entidades do sistema científico e tecnológico e preparam uma nova década de crescimento nos mercados externos. Os projetos intitulados de BioShoes4All e FAIST pertencem aos 64 projetos candidatos às Agendas Mobilizadoras do PRR selecionados para a segunda fase.

O projeto BioShoes4All, orçamentado em 80 milhões de euros, tem como ambição “induzir uma mudança radical nos materiais, tecnologias, processos e produtos”, enquanto o FAIST (Fábrica Ágil, Inteligente, Sustentável e Tecnológica), com um orçamento próximo dos 60 milhões de euros, pretende “aumentar o grau de especialização da indústria portuguesa de calçado para novas tipologias de produto”.

“Queremos atrair uma nova geração de talento para a indústria. Uma das bases fundamentais deste processo é o apoio à produção local e este setor apoia e emprega 40 mil famílias”, adianta Paulo Paulo Gonçalves, diretor de comunicação da APICCAPS, em declarações à RTP3.

“As conquistas do passado, não são garantias de futuro”, assume Luís Onofre. Para o Presidente da APICCAPS, “ainda que na última década o calçado português tenha tido um desempenho assinalável – excluindo o período da pandemia — nos mercados externos para onde exporta mais de 95% da sua produção, sentimos que os negócios mudaram e compete-nos investir numa indústria nova, para permanecer na vanguarda”.

Segundo o diretor geral do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal, o cluster do calçado deverá “inovar na constituição da cadeia de produção do calçado, desde a produção de componentes, passando pela fabricação de gáspeas até à criação de unidades de montagem modular”. Em simultâneo, importa que “aposte na produção de bens de equipamentos e tecnologias avançadas, substituindo importações e criando competências e capacidades locais tão necessárias à instalação de unidades produtivas com elevados níveis de automação e robótica”.

Para o líder da associação, Luís Onofre, “o setor do calçado sempre assumiu como grande objetivo ser uma grande referência internacional” e que “este é o momento de preparar uma nova década de crescimento, reforçando competências, acelerando a inserção de novos quadros qualificados nas empresas e aumentar o investimento em I&DT, para que possamos apresentar produtos altamente diferenciadores”, concluiu o Presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Construção, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos.

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