Portugal continua em estado de alerta até quarta-feira

Incêndios mais preocupantes mobilizam 2.206 operacionais e 23 meios aéreos, informou o comandante da Proteção Civil nesta segunda-feira, em conferência de imprensa a que Montenegro assistiu.

O país vai continuar no nível de prontidão especial em nível 4 até quarta-feira, quando será reavaliado. A declaração de situação de alerta mantém-se igualmente até quarta-feira, um dia mais do que estava até aqui, o que implica a manutenção das proibições de acesso e circulação em espaço florestais, realização de queimas e queimadas, uso de fogo-de-artifício e utilização de trabalhos nos espaços florestais. A informação foi prestada pelo comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, em conferência de imprensa.

O incêndio de Piódão-Arganil, disperso por Covilhã e Fundão, é aquele que mais preocupações levanta às autoridades, que enfrentam ainda fogos relevantes em Poiares-Freixo de Espada à Cinta, Sabugal, Mirandela e Tarouca. A ocorrência com mais operacionais é a primeira, afirma Mário Silvestre.

O líder da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil instou ainda a cuidados especiais da população afetada por incêndios, colocando a tónica principal no incêndio de Arganil-Piódão, “uma sua velocidade de propagação pode rapidamente colocar as pessoas em risco”.

Numa comunicação em que o primeiro-ministro, criticado nos últimos dias pelo seu silêncio sobre os incêndios, esteve na primeira fila, Mário Silvestre fez um balanço dos incêndios e apontou as regiões de Tâmega e Sousa e Alto Minho como as mais preocupantes. “Nestes incêndios ativos estão empenhados 2206 operacionais, 744 veículos e 23 meios aéreos”, detalhou.

Estes incêndios gerem-se. Procuram-se oportunidades, salvaguardam-se pessoas. Nas oportunidades que vamos encontrando, vamos combatê-lo, vamos fechando, sobretudo com recurso a combate indireto, para que quando o incêndio chegue a essas frentes, a essas zonas onde estamos a trabalhar de forma indireta, tenhamos a capacidade de os extinguir

Mário Silvestre

Comandante Nacional de Emergência e Proteção Civil

A estes operacionais acrescem 1.502 pessoas, 497 veículos e 12 meios aéreos que se encontram nas 27 ocorrências nas fases de resolução, conclusão e vigilância. No total, estão envolvidos 3.708 operacionais. “O restante dispositivo continua pronto e disponível para todas as missões de ataque inicial, que é o que nos tem permitido ter taxas de sucesso de ataque inicial de 96%”.

Sobre a estratégia, Mário Silvestre explicou que “estes incêndios gerem-se. Procuram-se oportunidades, salvaguardam-se pessoas. Nas oportunidades que vamos encontrando, vamos combatê-lo, vamos fechando, sobretudo com recurso a combate indireto, para que quando o incêndio chegue a essas frentes, a essas zonas onde estamos a trabalhar de forma indireta, tenhamos a capacidade de os extinguir”.

Na última noite, foram resolvidos quatro grandes incêndios. As autoridades estão “a fazer balanceamento de meios” dos fogos em resolução para os mais preocupantes, diz Mário Silvestre. “Estamos há mais de 20 dias consecutivos a combater incêndios”, salientou, notando, relativamente ao cansaço dos operacionais, que no incêndio de Piódão a Cruz Vermelha colocou cerca de 500 camas para descanso.

No domingo registaram-se 84 ocorrências, 81 das quais atacadas nos primeiros 90 minutos.

 

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