Politécnico de Viana lidera projeto nacional para preservar maçãs do Minho
Instituto Politécnico de Viana do Castelo caracteriza e regista 100 variedades de maçãs durante três anos, num investimento de 100 mil euros.

Chama-se “Programa de Conservação e Melhoramento Genético Vegetal de Macieiras” e visa caracterizar e registar 100 variedades de maçãs na região minhota. Sob coordenação da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESA-IPVC), este projeto marca mais um capítulo na investigação agroalimentar e na defesa da biodiversidade agrícola portuguesa.
Com o objetivo de preservar e valorizar as variedades regionais de macieiras, este estudo conta com um investimento de 100 mil euros e uma duração prevista de três anos. “Preservar as macieiras da região do Minho é preservar o nosso património agrícola e cultural. Estas árvores são memórias com raízes que contam histórias e nos tornam únicos”, começa por assinalar Raul Rodrigues, professor e investigador da ESA-IPVC, que coordena o projeto a nível nacional.
A ESA-IPVC é a única instituição de ensino superior em Portugal com uma coleção viva de variedades de macieiras.
Segundo o investigador, “a ESA-IPVC é a única instituição de ensino superior em Portugal com uma coleção viva de variedades de macieiras”. Atualmente, é constituída por 106 variedades identificadas e preservadas nos terrenos desta escola. “Este acervo genético representa anos de investigação e dedicação à fruticultura nacional”, assinala.
São parceiros neste estudo a Comissão de Coordenação da Região Centro (CCDR-C) e o Banco Português de Germoplasma Vegetal do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (BPGV/INIAV).
Além de caracterizar e registar 100 variedades de maçãs, este estudo vai analisar dezenas de parâmetros que constarão de um relatório a integrar no sistema internacional GRIN-Global, “a mais importante rede mundial de conservação de recursos genéticos vegetais”, explica o politécnico num comunicado.
“Não se trata apenas de estudar maçãs, trata-se de compreender o território e a sua identidade através das árvores que o moldaram”, sustenta Raul Rodrigues, que há mais de uma década investiga esta área no Centro de Investigação e Desenvolvimento em Sistemas Agroalimentares e Sustentabilidade.
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