Kristin: Operadoras tentam repor comunicações com torres móveis e geradores

Falta de energia e dificuldades no acesso às infraestruturas dificultam reposição de comunicações. Operadoras enviam equipas, geradores e estações móveis, mas não indicam prazo para reposição total.

A falha no fornecimento de energia e as dificuldades de acesso às infraestruturas afetadas pela depressão Kristin estão a ‘atrapalhar’ a reposição dos serviços de telecomunicações. Enquanto isso, as operadoras estão a instalar geradores e torres móveis para dar cobertura às zonas mais afetadas. Leiria é o distrito onde a situação é mais crítica.

“A Meo tem, desde ontem [28 de janeiro], mais de 1.500 técnicos no terreno, para além das equipas que se encontram a monitorizar a situação junto Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e em contacto permanente com as autoridades e com os municípios, garantindo apoio contínuo e coordenação na gestão das ocorrências”, refere fonte oficial ao ECO/eRadar.

“As condições meteorológicas adversas, o estado calamitoso dos terrenos, a destruição total de infraestruturas e os cortes de abastecimento de energia elétrica têm sido os principais entraves à celeridade dos trabalhos por parte das equipas da Meo e, por consequência, à reposição dos serviços”, sublinha.

Um total de 774 quilómetros de linhas de muita alta tensão da REN, cerca de 7% de toda a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade, foi afetada com a passagem da depressão, afirma a concessionária das redes de transporte e alta tensão.

“Neste momento, as situações mais críticas estão concentradas no distrito de Leiria. Pelas razões elencadas, ainda é prematuro prever quando estará garantida a reposição total dos serviços”, refere a mesma fonte.

A Nos também já tem equipas no terreno. “As equipas da Nos continuam no terreno, com mobilização total de meios, a trabalhar para reposição dos serviços, algo que continua dependente do fornecimento de energia”, refere fonte oficial da empresa ao ECO/eRadar.

“A tempestade Kristin provocou um nível de destruição sem precedentes em Portugal, incluindo a destruição de cabos e infraestruturas de telecomunicações, nomeadamente nas regiões de Leiria, Santarém e Coimbra”, refere a operadora.

“Num contexto de situação extrema e excecional, estão a ser ativadas todas as medidas de contingência disponíveis, incluindo a instalação de geradores, para permitir o restabelecimento progressivo dos serviços, de forma a que a normalidade seja reposta, o mais rapidamente possível, nas zonas mais afetadas, nomeadamente Leiria, Santarém e Coimbra”, refere a mesma fonte da operadora, sem avançar com uma estimativa para a reposição dos serviços.

A Vodafone também está a encaminhar para as zonas mais afetadas geradores e torres móveis de comunicações. A operadora tem “todas as suas equipas e parceiros” no terreno a “trabalhar na recuperação dos serviços interrompidos em zonas afetadas em todo o país”.

É no distrito de Leiria, “por ter sido particularmente afetado”, que a “reposição dos serviços enfrenta maiores dificuldades”, admite fonte oficial da operadora. “Está dependente de condições de acesso às infraestruturas afetadas e da reposição do fornecimento de energia”, justifica.

Por isso, a Vodafone está a deslocar para Leiria estações base móveis e a colocar geradores nas torres móveis. “Embora persistam as dificuldades na reposição da rede móvel — dados os danos físicos graves provocados pela intempérie —, a Vodafone fez deslocar para a cidade de Leiria, em articulação com a Proteção Civil, duas estações base móveis para reposição e reforço de cobertura em locais considerados estratégicos. Está a ser também reforçada a autonomia energética em três sites móveis em sítios igualmente estratégicos no centro da cidade, com a colocação adicional de geradores“, descreve fonte oficial ao ECO/eRadar.

O serviço de rede fixa já está “recuperado”, mas “o acesso dos clientes está condicionado ao restabelecimento de energia elétrica nas suas habituações”, ressalva a operadora.

Além de Leiria, a Vodafone “reforçou nas últimas horas a autonomia energética de sites móveis, noutras cinco cidades da zona mais afetada — Marinha Grande, Nazaré, Figueira da Foz, Fátima e Peniche — com a colocação adicional de geradores”, descreve. “Na Figueira da Foz já estão recuperados os serviços móvel e fixo“, acrescenta.

“Ao longo do dia de hoje espera-se que outras localidades da zona centro (litoral e interior) tenham também os seus serviços recuperados”, diz.

“A Fundação Vodafone ativou a sua equipa de voluntários de resposta a situações de emergência, que vai dar apoio de conectividade a locais com necessidades críticas, definidas em articulação com a Proteção Civil”, refere ainda.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Kristin: Operadoras tentam repor comunicações com torres móveis e geradores

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião