Mau tempo. Reposição total de comunicações só no final de fevereiro
Situação no terreno "muito dinâmica" tem impacto na reposição da rede de comunicações atingida pela Kristin. Mais de 90% terá sido reposta, mas a totalidade só deve acontecer no final de fevereiro.
A reposição total das redes fixas e móveis fortemente afetadas depois da passagem da depressão Kristin só deve acontecer no final do mês de fevereiro, admitem as operadoras.
“A Vodafone estima que a grande maioria dos seus serviços seja recuperada até ao final do mês de fevereiro, antecipando-se que existam casos em que seja necessário reconstruir zonas de rede na sua totalidade, o que poderá prolongar a recuperação total do serviço”, aponta fonte oficial da operadora na atualização dos trabalhos de reposição feita esta quarta-feira.
A Vodafone, que mantém cerca de 800 técnicos no terreno, adianta que a “rede móvel já foi reativada em todos os concelhos onde a depressão Kristin teve maior impacto“, tendo sido reposto “o funcionamento de 85% das 987 estações móveis inicialmente sem serviço, permitindo que o serviço móvel já esteja acessível a cerca de 93% das populações nas zonas afetadas“.

No que toca à rede fixa, “94% já se encontra recuperada neste mesmo território”, no entanto, “a reposição integral desta rede depende ainda, sobretudo, do restabelecimento do fornecimento de eletricidade — designadamente, neste caso, até à habitação/instalação dos clientes”, ressalva.
Segundo a eRedes, esta quarta-feira pelas 8h00 havia ainda 39 mil clientes sem abastecimento de energia elétrica em Portugal continental, devido a avarias, dos quais cerca de 30 mil clientes nas zonas mais afetadas pela passagem da depressão Kristin no passado dia 28 de janeiro.
“Apesar de todos os esforços, persistem ainda múltiplas dificuldades — nomeadamente serviços que voltam a cair após as nossas reparações, seja por instabilidade de energia ou por novos cortes de fibra que resultam da intervenção posterior de terceiros no terreno“, refere fonte oficial da Vodafone.
Além das equipas técnicas, foram deslocadas para as zonas afetadas “mais de 30 soluções de emergência móvel alternativas, que têm permitido mitigar o impacto causado por esta situação”, classificando a situação no terreno como “muito dinâmica”.
“Pelo que estes planos podem ter alterações significativas, sempre tendo em conta a segurança dos técnicos no terreno e a evolução das condições meteorológicas”.
A operadora tem online um forum para permitir o acompanhamento dos trabalhos de reposição.

A Meo também tem online uma página com a atualização do estado da reposição da rede concelho a concelho. A operadora, que tem 1.500 técnicos no terreno diz, à data de ontem, que “o grau de disponibilidade da rede fixa é de 91% e a percentagem da população com disponibilidade de rede móvel ascende a 94%”. Apontando para uma previsão para 95% disponibilidade Rede Fixa para 28 de fevereiro e no caso da rede móvel (95%) para o próximo dia 23.
A NOS na sua última atualização, à data de ontem, não avança uma estimativa de reposição total de serviços. A operadora adianta que 94% do serviço móvel e 92% do serviço fixo já recuperados. “A cobertura móvel já foi reposta em todas as sedes dos concelhos mais afetados pelas condições meteorológicas adversas, nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém. Atualmente, 94% do serviço móvel da NOS já se encontra recuperado”, informa fonte oficial da empresa.
“Na rede fixa, foi possível recuperar 92% do serviço, desde que exista fornecimento de energia elétrica nas habitações ou instalações.”
“Os trabalhos de reposição continuam em curso e decorrem de forma progressiva, mantendo-se condicionados por fatores externos tais como falhas persistentes de energia, dificuldades de acesso às zonas mais destruídas, exigências de segurança e condições meteorológicas adversas”, elenca fonte oficial da empresa.
“Mantêm-se ativas medidas de contingência, incluindo a instalação de geradores, a mobilização de unidades móveis provisórias e a disponibilização de conectividade por satélite, com prioridade absoluta à garantia das comunicações que suportam os serviços críticos e as operações de emergência.”
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