AD troca de parceiro em Cascais: sai PS e entra Chega
A apenas um mandato da maioria absoluta, a AD de Nuno Piteira Lopes e Pedro Mota Soares chamou o Chega para governar Cascais. PS entrega pastas.

O Executivo da Câmara de Cascais, eleito pela coligação entre PSD e CDS, chegou a acordo com o Chega para assegurar a governação no município, levando o PS, que elegeu o mesmo número de vereadores que o partido de André Ventura, a rasgar o acordo inicial.
Duas semanas após vencer a Câmara de Cascais pela primeira vez, Nuno Piteira Lopes, candidato do PSD e CDS, fechou acordo com o PS, liderado por João Ruivo, um dos dois vereadores “rosa” eleitos numa autarquia onde o último presidente socialista foi José Luís Judas.
Com o acordo do final de outubro, João Ruivo recebeu os pelouros do Desenvolvimento e Promoção Económica e do Licenciamento de Atividades Económicas, cabendo-lhe gerir a Divisão de Licenciamentos Económicos. À sua colega Alexandra Domingos, o acordo entregou responsabilidade pela Captação de Recursos, Projetos Comparticipados e Fundos Comunitários e Emprego e Estratégia de Smart Cities.
Os socialistas justificaram, então, o acordo de bloco central com a necessidade de “estabilidade governativa do concelho de Cascais para o mandato 2025-2029”. No mesmo comunicado, aludiam a “sentido de responsabilidade democrática, transparência e compromisso com os valores que representa: justiça social, desenvolvimento sustentável, participação cívica e proximidade às pessoas”.
Agora, menos de quatro meses depois, esse acordo ruiu. Nuno Piteira Lopes entregou os pelouros da transparência e do desporto ao Chega, liderados por João Rodrigues dos Santos (irmão do jornalista José Rodrigues dos Santos) e os vereadores do PS optaram por devolver os pelouros.
Em comunicado, a concelhia de Cascais dos socialistas explica que a “decisão resulta de um princípio político claro e publicamente assumido: o PS não integrará um executivo municipal em que o Chega tenha pelouros”. Lê-se ainda que “Cascais não precisa de espetáculo nem de propaganda, e não pode resignar-se a ver o poder municipal normalizado com a entrada do Chega no governo. Precisa de respostas, planeamento e seriedade”.
Nas eleições de 12 de outubro, PSD e CDS alcançaram 33,84% dos votos, com 30.258 votos, o PS 16,17%, com 14.460 votos, João Maria Jonet teve 14,77%, com 13.203 votos, e o Chega alcançou 14,49%, com 12.954 votos. Dos 11 mandatos, a aliança liderada por Piteira Lopes alcançou cinco, ficando os demais repartidos equitativamente por estas outras forças.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
AD troca de parceiro em Cascais: sai PS e entra Chega
{{ noCommentsLabel }}