AD troca de parceiro em Cascais: sai PS e entra Chega

A apenas um mandato da maioria absoluta, a AD de Nuno Piteira Lopes e Pedro Mota Soares chamou o Chega para governar Cascais. PS entrega pastas.

Nuno Piteira Lopes Carlos Carreiras Viva Cascais
Ao atingir o limite de mandatos, Carlos Carreiras passou o testemunho de candidato em Cascais ao seu vice-presidente, Nuno Piteira Lopes. Ao contrário de Carreiras, o atual presidente não alcançou maioria absoluta. Depois de ter testado o acordo com o PS, chama ao Executivo o Chega, cujo líder local, João Rodrigues dos Santos, se incompatibilizou com Carreiras no anterior mandato, tendo renunciado ao lugar de representante da autarquia na Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da empresa Águas de Cascais, cargo remunerado que tinha aceitado de Carreiras em fevereiro de 2022

O Executivo da Câmara de Cascais, eleito pela coligação entre PSD e CDS, chegou a acordo com o Chega para assegurar a governação no município, levando o PS, que elegeu o mesmo número de vereadores que o partido de André Ventura, a rasgar o acordo inicial.

Duas semanas após vencer a Câmara de Cascais pela primeira vez, Nuno Piteira Lopes, candidato do PSD e CDS, fechou acordo com o PS, liderado por João Ruivo, um dos dois vereadores “rosa” eleitos numa autarquia onde o último presidente socialista foi José Luís Judas.

Com o acordo do final de outubro, João Ruivo recebeu os pelouros do Desenvolvimento e Promoção Económica e do Licenciamento de Atividades Económicas, cabendo-lhe gerir a Divisão de Licenciamentos Económicos. À sua colega Alexandra Domingos, o acordo entregou responsabilidade pela Captação de Recursos, Projetos Comparticipados e Fundos Comunitários e Emprego e Estratégia de Smart Cities.

Os socialistas justificaram, então, o acordo de bloco central com a necessidade de “estabilidade governativa do concelho de Cascais para o mandato 2025-2029”. No mesmo comunicado, aludiam a “sentido de responsabilidade democrática, transparência e compromisso com os valores que representa: justiça social, desenvolvimento sustentável, participação cívica e proximidade às pessoas”.

Agora, menos de quatro meses depois, esse acordo ruiu. Nuno Piteira Lopes entregou os pelouros da transparência e do desporto ao Chega, liderados por João Rodrigues dos Santos (irmão do jornalista José Rodrigues dos Santos) e os vereadores do PS optaram por devolver os pelouros.

Em comunicado, a concelhia de Cascais dos socialistas explica que a “decisão resulta de um princípio político claro e publicamente assumido: o PS não integrará um executivo municipal em que o Chega tenha pelouros”. Lê-se ainda que “Cascais não precisa de espetáculo nem de propaganda, e não pode resignar-se a ver o poder municipal normalizado com a entrada do Chega no governo. Precisa de respostas, planeamento e seriedade”.

Nas eleições de 12 de outubro, PSD e CDS alcançaram 33,84% dos votos, com 30.258 votos, o PS 16,17%, com 14.460 votos, João Maria Jonet teve 14,77%, com 13.203 votos, e o Chega alcançou 14,49%, com 12.954 votos. Dos 11 mandatos, a aliança liderada por Piteira Lopes alcançou cinco, ficando os demais repartidos equitativamente por estas outras forças.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

AD troca de parceiro em Cascais: sai PS e entra Chega

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião