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“A chegada de novos canais tem o potencial de atrair audiências diversificadas e captar mais investimentos”, defende APAN

Carla Borges Ferreira,

Ricardo Torres Assunção, secretário-geral da APAN, diz que o lançamento de novos canais no cabo é benéfico para todos os intervenientes. Para o canal generalista da MC antecipa "um enorme potencial".

Conversas +M - 21JUN23
Ricardo Torres Assunção, secretário-geral da Associação Portuguesa de AnunciantesHugo Amaral/ECO

A transformação do TVI Ficção num canal generalista e o lançamento de um canal de ficção pela SIC são iniciativas louváveis. Estes movimentos demonstram a vitalidade e dinamismo do setor televisivo em Portugal”. A convicção é de Ricardo Torres Assunção, secretário-geral da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN), para quem a criação de novos canais no cabo, como o já anunciado pela Media Capital e o que está a ser estudado pela Impresa, enriquece a oferta de conteúdos e proporciona ao público mais opções de entretenimento e informação. “Este tipo de evolução é fundamental para manter a relevância da televisão tradicional num cenário mediático cada vez mais competitivo e diversificado”, afirma o representante dos anunciantes ao +M.

Questionado sobre a existência tanto de público como de anunciantes para novos projetos, Ricardo Torres Assunção acredita que “sem dúvida” que há margem para novos canais. A publicidade nos canais por cabo cresceu 16% até maio, indicando um mercado com espaço para investimentos publicitários, concretiza.

“A chegada de novos canais tem o potencial de atrair audiências diversificadas e captar mais investimentos publicitários. A concorrência saudável que se estabelece beneficia todos os intervenientes, desde os produtores de conteúdos até aos consumidores finais. Este crescimento demonstra que o público está disposto a explorar novas ofertas, o que é um sinal positivo para o futuro do setor”, acrescenta.

Quanto à margem de crescimento do novo canal generalista da TVI, o representante dos anunciantes antevê “um enorme potencial de crescimento, especialmente se conseguir oferecer conteúdos inovadores e de qualidade que captem a atenção do público“. Em relação a um potencial impacto na CMTV afirma que “a chegada de novos concorrentes pode incentivar melhorias e inovação, resultando numa oferta mais rica e diversificada para os telespectadores”.

A concorrência é essencial para o desenvolvimento do setor e todos, desde anunciantes, produtores e a telespectadores temos a beneficiar com isso”, resume. Assim, “com a entrada de novos players, todos os canais se veem impelidos a elevar os seus padrões de qualidade e a diversificar a sua programação, o que só pode ser positivo para os espectadores”, resume.

Passando do entretenimento para a informação, Ricardo Torres Assunção também aplaude o Now, canal de informação da Medialivre que completou no dia 17 o primeiro mês.Apesar de ser ainda relativamente cedo opinar sobre o lançamento deste novo canal há um mês, é sempre de saudar o surgir de um novo player ao contribuir para uma maior variedade de perspetivas e opções informativas para o público. Este tipo de projeto fortalece a democracia e a liberdade de imprensa, além de promover uma concorrência saudável que eleva a qualidade da informação disponível”, aponta.

“A introdução do Now no mercado é um exemplo de como a inovação e a diversidade podem prosperar e beneficiar toda a sociedade, proporcionando aos telespectadores acesso a uma gama mais ampla de notícias e opiniões”, resume o representante dos anunciantes.

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