Alemanha e França são principais investidores no Norte e Centro do país

Estes investimentos foram responsáveis pela criação de 10.365 postos de trabalho no Norte e 4.177 no Centro -- as duas regiões “mais impactadas” pelo total do investimento contratualizado pela AICEP.

Alemanha e França são os principais investidores estrangeiros no Norte e Centro do país nos últimos cinco anos. De acordo com a AICEP, o Norte recebeu, entre 2015 e 2020, 1,65 mil milhões de euros de investimento, sendo ele maioritariamente estrangeiro, e o Centro 1,29 mil milhões de euros, mas com maior prevalência do nacional.

Mas se no Norte os principais setores em que foram contratualizados novos investimentos foram o automóvel e componentes, turismo e metalomecânica, no Centro as opções recaíram na pasta e papel, automóvel e mobiliário, madeira e cortiça. Em ambas as regiões estes investimentos foram sobretudo reinvestimentos.

Estes investimentos foram responsáveis pela criação de 10.365 postos de trabalho no Norte e 4.177 no Centro — as duas regiões “mais impactadas” pelo total do investimento contratualizado pela AICEP (70% do total), ou seja, com apoio do Portugal 2020.

Nos últimos cinco anos, 2019 foi aquele em que mais investimentos foram contratualizados (1,17 mil milhões de euros) logo seguido de 2018 com 1,15 mil milhões de euros. Segundo o secretário de Estado da Internacionalização, Portugal pode atingir até ao final deste ano três mil milhões de euros de contratualização de investimento estrangeiro. “O ano de 2021, no seu conjunto, pode ser o equivalente aos três anos anteriores”, sublinhou o responsável, numa intervenção na conferência “Exportações & Investimento”, promovida pela AICEP, que decorreu esta segunda-feira em Coimbra.

Em virtude de as regiões de convergência serem as principais beneficiárias dos fundos europeus, o Alentejo surge em terceiro lugar com 637 milhões de euros de investimentos contratualizados pela AICEP entre 2015 e 2020. Mais uma vez o maior peso foi de reinvestimentos de empresas estrangeiras, nomeadamente do Canadá, França e Brasil. Os investimentos foram feitos sobretudo na indústria extrativa, aeronáutica e agroalimentar.

Lisboa e Algarve surge depois com 360 e 150 milhões de investimento, respetivamente, um valor mais baixo, mas sobretudo novos investimentos, com destaque para investidores do Qatar e Países baixos, a sul do país, e Espanha e Coreia do Sul na capital.

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