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“Eu não saio aos empurrões”, responde CEO da Global Media aos restantes acionistas

Carla Borges Ferreira,

Citando Salgado Zenha, o CEO da Global Media responde aos acionistas do grupo que, como o ECO/+M avançou ao início da tarde, queriam avançar para a sua destituição.

Eu não saio ao empurrões”. É desta forma que José Paulo Fafe reage à notícia publicada ao início da tarde pelo +M/ECO, na qual é avançado em primeira mão que José Pedro Soeiro, Kevin Ho e Marco Galinha, acionistas minoritários da Global Media, querem marcar uma assembleia geral para avançar com uma proposta de destituição do presidente executivo do grupo, José Paulo Fafe, que é também representante do acionista maioritário, o World Opportunity Fund (WOF).

“O único comentário que me merece esse suposto pedido de destituição por parte de quem se tem recusado contribuir para a solução da grave situação em que vive o Global Media Group, ora recusando financia-lo, ora furtando-se a pronunciar-se sobre uma proposta que resolveria de imediato toda esta situação, é recordar uma frase do saudoso Dr. Francisco Salgado Zenha que, em 1975, respondeu aos inimigos da Liberdade que o queriam calar: “Eu não saio aos empurrões”, afirma, num comentário por escrito ao +M/ECO.

O dedo é apontado a José Pedro Soeiro, acionista que já não integra o conselho de administração. “Sem dar a cara, aliás como é habitual, o Sr. José Pedro Soeiro vai ‘plantando’ notícias por aqui e acolá, sempre a coberto de um off que ele pensa protegê-lo das bastas responsabilidades que possui na situação que a atual gestão herdou no Global Media Group há apenas pouco mais de três meses”, acusa.

José Paulo Fafe nega, assim, que se tenha demitido, informação que começa a circular pelo grupo.

Recorde-se que Marco Galinha, Kevin Ho, José Pedro Soeiro e Mendes Ferreira reafirmaram na tarde desta sexta-feira “o incumprimento do World Opportunity Fund, Ltd, representado pelo Sr. José Paulo Fafe, quanto a obrigações basilares dos contratos, que, entre o mais, se materializa na falta de pagamentos dos salários dos colaboradores” do Global Media Group (GM).

Em comunicado de imprensa, os acionistas minoritários afirmam que a “insustentável situação que os trabalhadores do GMG, e que o próprio grupo, atravessa atualmente é da responsabilidade exclusiva deste Fundo e da gestão executiva por este indicada” e, assumindo-se como acionistas e administradores, dizem repudiar “veementemente e consideram inaceitáveis as tentativas de pressão exercidas junto da Entidade Reguladora da Comunicação, tornadas públicas no dia de ontem“.

Os quatro acionistas “repudiam, também, a forma como a gestão da empresa parece estar a ser deliberadamente conduzida para levar a um oportunismo quanto a propostas do Fundo, propostas essas que os acionistas consideram inaceitáveis”, acrescentam, referindo-se à proposta dada a conhecer esta manhã pelo +M/ECO.

Os quatro acionistas afirmam que foram recebidas “propostas idóneas para resolver a situação atual” e acrescentam que há “consenso dos acionistas e administradores subscritores deste comunicado em fazer parte de uma solução”. Os responsáveis, que com exceção de José Pedro Soeiro são também administradores do grupo, “manifestam também total disponibilidade e compromisso em retomar o controlo da gestão da empresa” e acrescentam que vão agendar uma assembleia-geral de acionistas para apresentar uma solução.

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