Politécnico de Coimbra acreditado para doutoramento europeu na área agroalimentar

  • Lusa
  • 27 Outubro 2025

Este doutoramento permitirá aos estudantes "uma formação em linha com as tendências e necessidades do mercado e o desenvolvimento sustentável na Europa".

O Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) anunciou esta segunda-feira que obteve acreditação para o doutoramento europeu em Ciência, Tecnologia e Biotecnologia Agroalimentar, em conjunto com universidades de Itália, Espanha, Bulgária e Islândia.

Acreditado, por seis anos, pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), o doutoramento tem como objetivo formar investigadores para a transição verde no setor agroalimentar.

“Esta acreditação representa o reconhecimento de um trabalho académico sólido e a visão partilhada entre instituições europeias que colocam a sustentabilidade como prioridade”, considerou a presidente do IPC, Cândida Malça.

Este doutoramento permitirá aos estudantes “uma formação em linha com as tendências e necessidades do mercado e o desenvolvimento sustentável na Europa”, acrescentou.

O curso está integrado na UNIgreen — The Green European University, que reúne instituições de ensino superior de oito países europeus que pretendem “promover a excelência na educação, investigação e inovação nos domínios da agricultura sustentável, biotecnologia verde e ciências ambientais e da vida”.

Esta acreditação representa o reconhecimento de um trabalho académico sólido e a visão partilhada entre instituições europeias que colocam a sustentabilidade como prioridade.

Cândida Malça

Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC)

Segundo o IPC, resulta da colaboração entre a Universidade de Modena e Reggio Emilia (Itália), que assume a coordenação académica, a Universidade de Almeria (Espanha), a Universidade Agrícola de Plovdiv (Bulgária), a Universidade Agrícola da Islândia e o Politécnico de Coimbra.

Desta forma, o IPC “contribui para a formação de doutorados em áreas críticas para a economia verde, num setor responsável por cerca de 8,1 mil milhões de euros em exportações portuguesas em 2024 e central na adaptação às alterações climáticas”, frisou.

O curso tem a duração de três anos e é lecionado em inglês e em regime híbrido, com períodos presenciais e mobilidade internacional obrigatória entre três e dezoito meses.

“Confere um título conjunto europeu atribuído pelas cinco universidades parceiras e oferece aos doutorandos uma formação transnacional e interdisciplinar”, acrescentou.

O objetivo é preparar “investigadores e profissionais capazes de responder aos desafios globais do setor agroalimentar, com ênfase na inovação científica, sustentabilidade ambiental e segurança alimentar”.

“Os estudantes são formados para desenvolver investigação independente, comunicar resultados científicos e transferir conhecimento para empresas e instituições públicas, contribuindo para soluções que apoiem a transição verde e a bioeconomia sustentável”, referiu o Politécnico de Coimbra.

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