Saks, clássico de Nova Iorque, negoceia empréstimo para evitar fecho
Companhia falhou pagamento de juros de mais 100 milhões de euros aos detentores de obrigações.
A 30 de dezembro vencia o prazo. O retalhista norte-americano Saks Global Enterprises, detentor dos armazéns em Nova Iorque com o mesmo nome, devia ter pago mais de 100 milhões de dólares em juros de obrigações mas falhou o prazo. Está agora a tentar negociar um empréstimo até mil milhões para manter as portas abertas, segundo a Bloomberg (acesso pago).
A companhia tenta negociar uma solução “no âmbito de um pedido de proteção ao abrigo do Capítulo 11 da lei de falências dos Estados Unidos, que poderá ser apresentado nas próximas semanas”, escreve a agência, citando fontes conhecedoras da operação. A empresa tem estado a negociar tempo com os seus credores. Vislumbra-se um financiamento ou plano de reestruturação no horizonte.
A Saks rejeitou comentar a medida à Bloomberg, mas entrou em 2026 no olho do furacão. Na sexta-feira soube-se que o CEO da empresa, detentora dos armazéns Saks Fifth Avenue, estava de saída. Marc Metrick liderava a empresa há mais de três décadas. Para o seu lugar foi nomeado o até agora diretor-executivo Richard Baker, que acumulará funções, de acordo com um comunicado da companhia.
“Espero continuar a trabalhar com a nossa equipa de gestão altamente experiente, com os nossos parceiros de referência e com os restantes stakeholders, para assegurar um futuro sólido e estável para a nossa empresa”, diz Richard Baker no comunicado da Saks. “Com a nossa profunda experiência no setor, relações bem estabelecidas no universo do luxo e colaboradores talentosos, iremos reforçar a nossa posição para que possamos capitalizar as muitas oportunidades que identificamos para a empresa no mercado do luxo”, promete.
A empresa debate-se com problemas de liquidez há 12 meses e apesar de terem sido disponibilizadas várias centenas de milhões de dólares, num plano que incluiu a aquisição dos armazéns Neiman Marcus, persistem as vendas fracas e problemas de inventário, também segundo a Bloomberg.
A Saks Global diz ser o maior retalhista multimarca de luxo do mundo, integrando a Saks Fifth Avenue, a Neiman Marcus, a Bergdorf Goodman, a Saks OFF 5TH, a Last Call e a Horchow. O portefólio de retalho inclui 70 lojas de luxo de linha completa, além de outras unidades off-price, e experiências de comércio eletrónico, de acordo com site da empresa.
A primeira grande loja Saks na 5.ª Avenida abriu portas em 1924, como planearam Horace Saks and Bernard Gimbel, que detinham várias lojas de retalho pela cidade de Nova Iorque e desejam reunir num só lugar as últimas tendências de moda e lifestyle.
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