Montenegro garante que “está fora de hipótese” envio de forças para a Ucrânia em tempos de guerra

Primeiro-ministro só admite cenário de envio de forças portuguesas para a Ucrânia no âmbito de uma equipa multinacional no pós-guerra. Montenegro faz balanço positivo da reunião no Eliseu.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, garantiu esta terça-feira que “está fora de hipótese” a mobilização de forças portuguesas para a Ucrânia enquanto houver guerra. Situação diferente será, explicou, no âmbito de uma equipa multinacional em tempos de paz.

“O que assumi perante todos os nossos parceiros e aliados é que Portugal estará sempre à altura das suas responsabilidades. Está fora de hipóteses que haja forças portuguesas no território ucraniano enquanto houver guerra, isso está completamente fora de hipótese”, disse Luís Montenegro em declarações aos jornalistas à saída do encontro que juntou no Palácio do Eliseu, em Paris, os líderes dos países europeus que fazem parte da Coligação da Boa Vontade.

À semelhança do que havia dito, em Kiev, em 20 de outubro, o primeiro-ministro admitiu contudo a participação das forças portuguesas numa fase pós-guerra. “Não está fora de hipótese uma participação no futuro das nossas Forças Armadas numa equipa multinacional que possa estar alocada a uma missão de paz porque isso faz parte dos nossos compromissos internacionais”, disse.

“Tal como disse em Kiev, já estamos a colaborar do ponto de vista das capacidade aéreas e marítimas e no futuro quando houver uma paz consolidada, um cessar-fogo, e condições de podermos ter no terreno forças desta coligação, se for esse o caso, colocaremos no processo de decisão interno essa questão, porque Portugal tem sido em todas as ocasiões um parceiro solidário com a sua participação em forças de paz”, salientou.

O chefe de Governo indicou que, “apenas e só”, se essa participação “se vier a colocar” é que o tema será discutido em Portugal. Montenegro considerou ainda que o encontro que contou também com a participação dos Estados Unidos “foi uma reunião muito produtiva”.

A principal conclusão é um grande envolvimento dos EUA com toda a coligação e com a Ucrânia na busca de uma solução de paz que seja justa e duradoura e garantias de segurança que possam assegurar essa paz”, disse, acrescentando: “Aquilo que se pretende é que possamos ter no terreno uma equipa e uma força que possa dissuadir futuras possibilidades de perturbação da paz e isso passa por ter condições de reforço da capacidade de defesa da Ucrânia, de reforço da capacidade dos Estados que estão coligados”.

Numa mensagem publicada nas redes sociais pouco ates do início da reunião, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, garantiu que a União Europeia irá “apoiar a Ucrânia em todas as etapas para garantir a sua soberania, segurança e prosperidade”.

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