ISEP desenvolve ecossistema inteligente de apoio a idosos. Projeto custa 1,2 milhões de euros

Consórcio entre ISEP, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Santa Casa da Misericórdia de Vagos e empresa Wiseware cria ecossistema inteligente de apoio a idosos.

O Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) está a desenvolver um ecossistema inteligente de apoio a idosos, constituído por uma pulseira e um monitorizador de medicação inteligentes. Num investimento de 1,2 milhões de euros, este projeto reúne ainda a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, a Santa Casa da Misericórdia de Vagos e a empresa Wiseware.

Com o apoio do Compete 2030 e conclusão prevista para junho deste ano, este ecossistema inteligente de apoio a idosos do consórcio nacional está a ser desenvolvido no âmbito do projeto internacional “RM4Health – monitorização remota na saúde e no desporto”.

Por cá, o projeto visa a monitorização remota da população idosa na sua própria casa ou em lares, possibilitando a vigilância contínua da sua saúde, deteção precoce de problemas, e apoio a cuidadores e familiares.

É constituído por uma pulseira inteligente para monitorizar temperatura corporal, atividade cinética, fotopletismografia, localização e outros sinais vitais. Acresce um monitorizador de medicação inteligente que verifica se os utilizadores tomam os medicamentos à hora certa.

“O RM4Health tenta responder a desafios cruciais: envelhecimento da população, aumento de doenças crónicas, pressão crescente sobre sistemas de saúde; oferecendo soluções que permitem a monitorização contínua com menor dependência de infraestruturas hospitalares”, começa por descrever Luís Conceição, investigador do GECAD – Grupo de Investigação em Engenharia e Computação Inteligente para a Inovação e o Desenvolvimento do ISEP, citado num comunicado.

Além do ISEP, que é responsável pela plataforma e segurança dos dados, integram este consórcio nacional a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto que analisa os dados recolhidos juntos dos idosos e realiza estudos de validação.

O RM4Health tenta responder a desafios cruciais: envelhecimento da população, aumento de doenças crónicas, pressão crescente sobre sistemas de saúde; oferecendo soluções que permitem a monitorização contínua com menor dependência de infraestruturas hospitalares.

Luís Conceição

Investigador do GECAD - Grupo de Investigação em Engenharia e Computação Inteligente para a Inovação e o Desenvolvimento do ISEP

Fazem ainda parte a empresa Wiseware que se dedica ao desenvolvimento, integração e interoperabilidade de tecnologias de monitorização não invasivas, e a Santa Casa da Misericórdia de Vagos que possibilita o acesso à população-alvo deste estudo e contribui com o conhecimento técnico na área da geriatria.

Segundo o ISEP, “todos os dados recolhidos são armazenados, de forma segura e anónima, numa base de dados médica. A estes dados juntam-se modelos avançados de inteligência artificial, que permitem calcular parâmetros como batimentos cardíacos, pressão arterial, estágios do sono e até detetar quedas em tempo real”.

A nível internacional, o projeto “RM4Health” reúne 18 parceiros de quatro países europeus (Portugal, Espanha, Países Baixos e Finlândia).

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