Funicular da Graça em Lisboa é finalista do prémio de arquitetura Mies van der Rohe
Funicular da Graça concorre com outros projetos de países como Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Hungria, Itália, Lituânia, Noruega ou Polónia.
O Funicular da Graça, em Lisboa, desenhado pelo Atelier Bugio, é um dos 40 finalistas ao prémio de arquitetura Mies van der Rohe 2026, anunciou esta quinta-feira a organização, em comunicado.
Doze projetos portugueses estavam nomeados para o galardão que distingue a excelência e a inovação na arquitetura contemporânea europeia, indicam a Comissão Europeia e a Fundação Mies van der Rohe.
As 40 obras selecionadas por um júri internacional distribuem-se por 36 cidades, em 30 regiões e 18 países, resultando de um total de 410 candidaturas analisadas no âmbito de uma edição apoiada pelo programa Europa Criativa da União Europeia.
A partir desta seleção, o júri irá ainda reduzir a lista a um grupo de sete finalistas em fevereiro. Na primavera, os jurados visitarão os locais das obras finalistas, reunindo-se com arquitetos, clientes, utilizadores e comunidades locais.
A lista final foi definida por um júri internacional presidido pelo arquiteto Smiljan Radić e integrado por Carl Bäckstrand, Chris Briffa, Zaiga Gaile, Tina Gregorič, Nikolaus Hirsch e Rosa Rull.
As obras finalistas “exemplificam uma abordagem ética e sustentável à prática arquitetónica, com impacto social a longo prazo, destacando igualmente a importância da colaboração entre arquitetura, planeamento urbano, governação e investimento”, sublinha ainda.
Os nomeados abrangem 21 projetos de regeneração, 17 novas construções e duas extensões, ilustrando as diversas estratégias através das quais a arquitetura contemporânea responde a desafios sociais, culturais e ambientais.

Vários dos projetos selecionados “tiveram de responder a constrangimentos orçamentais significativos, o que influenciou a sua forma final e evidenciou o papel determinante do apoio financeiro na concretização de uma arquitetura de elevada qualidade”.
O júri identificou ainda a “frescura” como tema recorrente entre as obras nomeadas, valorizando projetos que introduzem novas ideias, perspetivas e energia no espaço público, reforçando a arquitetura como uma força ativa e progressista no centro da sociedade.
Além de Portugal, com uma obra nomeada em Lisboa, a seleção inclui projetos da Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Hungria, Itália, Lituânia, Noruega, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia e Tunísia.
Esta 19.ª edição do prémio reúne nomeações que foram apresentadas por uma vasta rede de associações nacionais de arquitetura, peritos independentes e pelo Comité Consultivo, e incluem as obras mais significativas concluídas entre maio de 2023 e abril de 2025.
Os prémios, criados pela Comissão Europeia e pela Fundació Mies van der Rohe, são considerados uma das mais importantes distinções da arquitetura europeia, reconhecendo projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável e cultural do espaço urbano europeu.
A primeira edição do Prémio Mies van der Rohe, instituído em 1988, teve como vencedor o arquiteto português Álvaro Siza, com o edifício do antigo banco Borges & Irmão, em Vila do Conde.
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