Mais de 53 mil pessoas veem voto adiado para 15 de fevereiro
Na primeira ronda das presidenciais, a 18 de janeiro, a maioria dos 53.288 eleitores que veem agora o voto adiado para 15 de fevereiro escolheram Seguro para Presidente da República.
Mais de 53 mil pessoas dos três municípios de Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã, e de duas freguesias do concelho de Santarém (São Vicente do Paul e Cidade de Santarém) veem o voto para as eleições presidenciais deste domingo adiado para o próximo dia 15. Na primeira volta votaram cerca de 34 mil pessoas e a maioria delas escolheu António José Seguro. Das quatro localidades, a mais populosa é uma das freguesias de Santarém com 25.315 eleitores.
A poucos dias dos eleitores irem às urnas para escolher o próximo Presidente da República, as tempestades Kristin e Leonardo deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país. E com a depressão Marta a ameaçar mais estragos e inundações, vários autarcas decidiram protelar as eleições, afetando um universo de 53.288 eleitores do país. Como foi o caso do presidente da Câmara de Santarém, João Leite, que esta sexta-feira anunciou o adiamento para duas freguesias do concelho.
Em causa está a freguesia de São Vicente do Paul (onde na primeira volta, a 18 de janeiro, votaram 765 dos 1.295 eleitores inscritos) e da União de Freguesias da Cidade de Santarém (dos 25.315 inscritos votaram 16.104 na primeira ronda). Estas localidades do concelho de Santarém ficaram inundadas com as cheias devido ao aumentos dos caudais do Rio Tejo e forte precipitação, obrigando à evacuação de vários munícipes.
O autarca João Leite justificou, esta sexta-feira, a decisão de adiar o ato eleitoral com a “situação de calamidade decretada para o concelho de Santarém que compromete as condições de segurança, acessibilidade e funcionamento regular das assembleias e secções de voto, e a impossibilidade da realização” do ato eleitoral na Escola Primária de Reguengo do Alviela, freguesia de São Vicente do Paul, e na União de Freguesias da Cidade de Santarém.
Ambas as freguesias deram a vitória a Seguro na primeira volta das eleições presidenciais.
Igualmente em Alcácer do Sal um total de 9.796 eleitores não vai votar neste domingo por decisão da autarca socialista Clarisse Campos. É um dos concelhos em situação de calamidade decretada pelo Governo. A autarca sadina justificou a decisão com “a impossibilidade ou acesso condicionado a locais de voto, bem como às perturbações nas redes de transporte, comunicações e fornecimento de serviços essenciais”, além das más condições meteorológicas.
A 18 de janeiro foram às urnas, em Alcácer do Sal, 5.727 eleitores dos 9.796 inscritos. Destes, 2.000 (ou 35,68%) escolheram Seguro para Presidente da República e outros 1.446 decidiram-se por Ventura.

Igualmente em Arruda dos Vinhos, distrito de Lisboa, os eleitores deram a vitória ao antigo secretário-geral do PS com 2.637 votos (31,56%), seguindo-se João Cotrim de Figueiredo com 1.854 votos (22,19%) e depois o líder do Chega que se ficou pelos 1.768 votos (21,16%). Votaram 8.541 eleitores de um total de 12.162 inscritos nos cadernos eleitorais deste concelho.
À semelhança dos seus homólogos, o presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos (PS), Carlos Alves, também argumentou a sua posição com os eventos meteorológicos dos últimos dias e consequente ativação do Plano Municipal de Emergência.
Dos quatro municípios que adiam o ato eleitoral, só município da Golegã é que o líder do Chega ficou à frente de Seguro e com apenas seis votos de vantagem (833 votos contra 827) na primeira ronda para as presidenciais de 18 de janeiro. Foram às urnas 2.930 eleitores, quase metade dos votantes inscritos (4.720) que agora veem o ato eleitoral de domingo adiado por decisão do presidente da capital dos cavalos, António Costa Camilo, eleito pelo movimento 2025 por Todos.
Perante à situação de calamidade, André Ventura pediu o adiamento do ato eleitoral a nível nacional, alegando falta de condições. Já António José Seguro defende as suspensões locais decididas pelas câmaras municipais, como tem vindo a acontecer.
O Governo prolongou a situação de calamidade até ao próximo dia 15 de fevereiro.
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