Shortlist. Relógios Breguet, design português e experiências com assinatura
Da celebração dos 250 anos da Breguet em Lisboa ao regresso de Henrique Sá Pessoa ao Time Out Market, passando por design português, vinho do Douro e arte contemporânea com o selo Ruinart.
A Shortlist desta semana inclui os relógios comemorativos dos 250 anos da arte de Abraham-Louis Breguet, sobe ao restaurante do Bairro Alto Hotel para um jantar desassossegado, inclui o mobiliário de Ghome e aguarda, no Algarve, a reabertura do Verdelago Resort, entre Altura e a Praia Verde. Pelo meio, dois novos lançamentos – Legado 2021, um novo vinho, e um sérum da Sisley.
1. Os relógios da Breguet no momento em que faz 250 anos

No âmbito das celebrações dos 250 anos, a Breguet apresentou no espaço em Lisboa um conjunto de criações emblemáticas. A capital portuguesa integrou, assim, o roteiro internacional da manufatura fundada em 1775, reforçando, segundo a marca, a relevância estratégica do mercado português.
Entre os modelos em destaque estiveram o Classique Souscription 2025, que retoma o modelo de subscrição criada por Abraham-Louis Breguet (em que o cliente pagava 30% do relógio no momento da encomenda), o Tradition Seconde Rétrograde 7035 e os Type XX Chronographe 2075, a que se juntam o Classique Tourbillon Sidéral 7255 e o Classique Phase de Lune 7235. As peças revisitam códigos históricos da maison, do mostrador em esmalte grand feu ao turbilhão patenteado em 1801 por Abraham-Louis Breguet.
Os modelos apresentados incluem edições limitadas — como o Tourbillon Sidéral 7255 (50 exemplares) e o Phase de Lune 7235 (250 peças). Os preços variam entre 43.900 euros e 228.000 euros, de acordo com a informação disponibilizada pela marca. As criações encontram-se disponíveis por encomenda.
2. Linha Aço, de Gonçalo Prudêncio, a nova cadeira da Adico

A ADICO passou a integrar a Linha AÇO na sua Outdoor Collection, assumindo a produção e comercialização da coleção concebida por Gonçalo Prudêncio. A parceria enquadra o projeto num contexto industrial e internacional, assegurando continuidade e longevidade a uma proposta de design reconhecida.
Composta por mesas, cadeiras, bancos e bancos corridos em chapa e tubo de aço, a Linha AÇO foi pensada para utilização em espaços exteriores e contextos de uso intensivo. O projeto nasceu sob a marca Ghome e afirma-se por uma linguagem intemporal, ancorada em princípios de sustentabilidade e ética produtiva. Distinguida pela revista Monocle como Most Playful Design no Top 50 Designs of 2025, a Linha AÇO integra já projetos de referência como o Museu da Música, em Mafra.
3. Legado 2021, “um vinho que fala de pessoas”

Legado nasceu em 2008 por iniciativa de Fernando Guedes como tributo à herança familiar e à Vinha Velha da Quinta do Caêdo, em Ervedosa do Douro, segundo a Sogrape. A propriedade, com cerca de oito hectares plantados em socalcos íngremes e mais de 25 castas, preserva um património genético raro na região.
Para Fernando da Cunha Guedes, presidente da Sogrape, cada nova colheita reafirma a responsabilidade de honrar o projeto idealizado pelo pai, descrevendo-o como “um vinho que fala de pessoas, homenageia a terra e materializa conhecimento de gerações”. O centro desta narrativa é a Vinha Velha, onde território e memória se cruzam.
A colheita de 2021 apresenta cor rubi intensa e aroma complexo, com notas florais de esteva e urze, frutos vermelhos e especiarias. O enólogo Luís Sottomayor sublinha a elegância harmoniosa de um ano temperado.
4. Concentrado de rosa da Sisley para prolongar a luminosidade

A Sisley apresenta o Concentré à la Rose Noire, Sérum Éclat Jeunesse, um cuidado especializado pensado para prolongar e amplificar a luminosidade da pele. O lançamento integra a linha Rose Noire e posiciona-se como resposta a um dos primeiros sinais visíveis do envelhecimento cutâneo: a perda de brilho natural.
Segundo a marca, a luminosidade depende de quatro parâmetros — preenchimento, textura, vitalidade e brilho — que devem ser trabalhados em simultâneo. A fórmula propõe atuar na origem do envelhecimento da pele, combatendo os efeitos do stress oxidativo provocado por agressões diárias como raios UV, poluição e fadiga.
A inovação enquadra-se na investigação sobre o chamado “envelhecimento celular silencioso”, processo que pode conduzir à senescência celular e à inflamação. O sérum surge como aliado na preservação de uma pele mais uniforme, fresca e luminosa ao longo do tempo.
5. Verdelago Resort reabre (e há um novo chef)

O Verdelago Resort, localizado entre Altura e a Praia Verde, num pinhal com acesso direto à praia por passadiços de madeira, reabre no dia 14 de março. Entre as novidades de 2026 está a integração do chef Louis Anjos na liderança gastronómica, desenvolvendo um conceito assente na sazonalidade e no produto local.
A gastronomia passa a assumir papel central na experiência do resort. Nesta reabertura são apresentados os programas Romance Escape e Discover Verdelago, que combinam estadias, jantar harmonizado e experiências ligadas à natureza, promovendo uma vivência centrada no tempo e na tranquilidade.
6. Maison Ruinart revela parceria com artista japonês Tadashi Kawamata

A Ruinart revelou a nova edição de Conversations with Nature com o artista japonês Tadashi Kawamata. O projeto foi apresentado no Palais de Tokyo, em Paris, antes de ser instalado no emblemático 4 Rue des Crayères, em Reims, na região de Champagne. Reconhecido pelas suas instalações em madeira e mobiliário reaproveitado, Kawamata desenvolveu estruturas como Tree Hut, Nest e Observatory, concebidas para dialogar com a paisagem e a biodiversidade local.
As obras convidam os visitantes a experimentar diferentes escalas e perspetivas. A colaboração inclui ainda maquetes, esboços e uma peça de coleção para um Jeroboam de Ruinart Blanc de Blancs, reforçando a ligação entre arte contemporânea, sustentabilidade e savoir-faire que a maisonde champanhe tem levado a cabo nos últimos anos.
7. Jantares desassossegados terminaram, o Bahr & Terrace continua
O Bahr & Terrace promoveu mais uma edição dos “Jantares Desassossegados – Stirring Dinners”, integrados na iniciativa “Portugal à Nossa Mesa”. Diogo Caetano, do restaurante Terruja, em Porto de Mós, Leiria, foi o último convidado do chef residente do Bahr, Fábio Pereira. Pela mesa passaram marshmallow de tomate e queijo, bolas de berlim, corações de frango, creme de alho negro, coscorões de gamba.
De entrada, os chefes prepararam cogumelos de coentrada e manteiga de cabra e de pratos principais pregado, cogumelos, amoras e foie gras e leitão tostado, caldo de presunto e kale crocante.
Com esta iniciativa, o Bairro Alto Hotel reforça o posicionamento do restaurante como palco de colaborações entre cozinheiros que trabalham produto, sazonalidade e identidade regional. O conceito propõe diálogos culinários que cruzam diferentes geografias do país. Estes encontros param por agora e só deverão regressar no último trimestre de 2026, até lá continua a funcionar do pequeno-almoço ao jantar e, aos domingos e feriados, com a opção de brunch.
As escolhas da Shortlist são editorialmente selecionadas pelo ECO Avenida.
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