Opinião +M
Sustentabilidade não deve ser uma promessa vaga. Deve ser algo que se consegue provar.
Uma ferramenta que acelera também amplifica. Quando existe clareza, amplifica clareza. Quando existe ruído, amplifica ruído. É por isso que a IA não substitui estratégia.
A IA amplifica e acelera aquilo que lhe damos. Isso é extraordinário quando existem conhecimento, contexto e critérios. E bastante menos extraordinário quando tal não se verifica.
Não tenho dúvidas que o próximo grande desafio do marketing não é conseguir mais atenção, mas antes conseguir melhor atenção: mais relevante, significativa e capaz de criar valor sustentável.
O treatment nasceu para responder a uma pergunta: "Como faria este filme?" Talvez, sem nos apercebermos, tenhamos começado a premiar quem melhor responde a outra: "Como apresento esta resposta?"
Nas marcas como na vida, escolher um caminho é abrir mão de outros, mas é também a única forma de chegarmos verdadeiramente a algum lugar.
O que permanece é a curiosidade, a capacidade de aprender e a abertura para questionar aquilo que sempre fizemos. A tecnologia muda. A adaptabilidade permanece.
Há momentos em que um murro na mesa é mais útil do que outra conversa sobre alinhamento. E isto vale para a liderança, mas também para os filhos, os amigos e a família.
A facilidade extraordinária com que hoje conseguimos obter respostas está a criar uma perigosa ilusão, a de que produzir uma resposta é o mesmo que saber. E não é, pois não?
O valor nunca esteve no objeto. Sempre esteve na história. As pessoas não se apaixonam por inovação. Apaixonam-se pelo significado que essa inovação ganha nas suas vidas.
Um mercado que reduz sistematicamente o espaço disponível para experimentar novos produtos está, sem perceber, a reduzir a sua própria capacidade futura de inovar.
Cada vez mais, o mundo dos conteúdos faz lembrar a Feira do Relógio, onde só os distraídos não percebem que a Naike, a Abibas e a Locaste não são as marcas originais.
O potencial não está em fazer mais rápido, mas sim em fazer melhor, em decidir com mais contexto, antecipar problemas, libertar equipas de tarefas repetitivas e criar novas formas de dar resposta.
Só se capta a atenção com relevância. E a relevância já não se constrói apenas com boas histórias. Constrói-se com credibilidade.
A autenticidade não passava por parecer natural, mas sim pela coerência entre aquilo que dizia, fazia e era. Sem procurar ser neutra, conseguiu ser agregadora.
O público quer ver pessoas reais, opiniões honestas, bastidores, vulnerabilidades e histórias autênticas. Em vez da perfeição excessiva, procura identificação.
Talvez a vantagem competitiva mais difícil de replicar não seja a dimensão. Antes, a capacidade de perceber que o mercado mudou e ter a coragem de mudar com ele.
O bom gestor de marca já não é apenas aquele que sabe proteger o que controla, mas aquele que sabe decidir o que pode deixar de controlar.
A autenticidade é um dos maiores símbolos de diferenciação. Este novo paradigma representa um enorme desafio para as marcas de luxo.
Hoje, colocar uma marca em palco é relativamente fácil, difícil é fazer com que sintamos a sua falta quando ela já lá não está.
Durante anos competimos pela atenção. Muito em breve começaremos também a competir pela recomendação. E não apenas junto das pessoas mas também junto dos agentes que trabalham para elas.
No fim, é esta a verdade incómoda e fascinante do luxo: pode comprar-se a peça, mas nunca a confiança que a torna desejável. Essa, conquista-se. E é, no silêncio de tudo o resto, o verdadeiro luxo.
Agassi odiava o ténis. Nadal parece ter vivido para ele. Ambos chegaram ao topo. E talvez isto diga qualquer coisa sobre a nossa obsessão contemporânea com encontrar a fórmula certa, o perfil certo.
Não há muito mais a acrescentar sobre o estranho caso do jurista que confunde fatura com recibo. Neste sentido a viagem foi em vão. Mas teve outras utilidades não negligenciáveis.
Nenhum sistema de medição será perfeito. Nem precisa de o ser. Precisa, isso sim, de ser suficientemente robusto para que ninguém duvide da sua legitimidade e transparente para que todos confiem.
Os concursos não vão desaparecer. Nem devem.O problema começa quando se confundem concursos com trabalho gratuito, acreditando-se que a criatividade não tem custo porque o produto final não existe.