Opinião +M
Enquanto marketer, quero perceber se este novo canal consegue gerar negócio. Enquanto utilizador, espero que a publicidade não altere a natureza da experiência que me levou a utilizá-lo.
O melhor trabalho não nasce apenas do talento. Nasce de contexto, alinhamento, ambição e confiança. E, quando isso acontece, deixa de haver um lado a pedir e outro a executar.
A transformação do marketing não está apenas a redefinir funções: está a expor fragilidades na forma como o talento é identificado, desenvolvido e retido.
Suspeito que boa parte de quem dorme no Rossio também prefira estar em casa - é precisamente essa a questão. A eles, o mínimo que devemos é não tratar a sua causa como quem monta e desmonta uma tenda.
A comunicação governamental não deve confundir gestão de um acontecimento com gestão de um problema. É nesta diferença que se constrói, ou fragiliza, a perceção de liderança.
Portugal pode transformar uma fragilidade numa marca. No fundo, a verdadeira marca de Portugal será transformar o direito a habitar na possibilidade de construir aqui futuro.
A Black Friday poderá trazer os maiores descontos de sempre, mas também as burlas mais convincentes de sempre. O verdadeiro desconto será aquele que não nos custa a identidade, os dados ou o dinheiro.
Este não é, na verdade, um artigo sobre a RAYE, mas sobre todas as organizações que, com as melhores intenções, deixaram de conseguir ver aquilo que tinham à frente.
Existe uma necessidade de visão integrada e transversal de audiências. O consumo é fluído, o acesso aos conteúdos é fluído e continuamos a medir em silos!
Falamos muito sobre a batalha pela atenção. Talvez no retalho exista uma oportunidade ainda maior: a batalha pela imaginação.
Há uma frase atribuída a Shackleton a que regresso muitas vezes. Não diz que as dificuldades são pequenas. Não promete que tudo vai correr bem. Apenas recusa dar-lhes a última palavra.
Ter a comunicação à mesa não chega se não houver espaço para discordar. Quando se espera apenas que valide o que foi decidido, a sua presença torna-se decorativa.
Pedi ajuda ao Ricardo Costa e perguntei: e tu, Ricardo, também pensas que o aparelho de TV pode estar a deixar de ser uma janela para o mundo para se transformar num espelho dos nossos interesses?
O satélite pode transportar os conteúdos. Não traz consigo os direitos, as marcas e a relação com o público.
O leitor recebe entusiasmo comercial em formato de notícia e quem construiu a marca entra na festa como patrocinador involuntário.
A verdadeira maturidade passa por reconhecer uma coisa bastante simples: o acesso ao poder é sempre temporário, enquanto a reputação é cumulativa.
A idade é um argumento extraordinariamente conveniente. Serve para desvalorizar quem já cá estava e para desresponsabilizar quem acabou de chegar.
A derrota da vontade começa precisamente aí: não quando o poder se impõe pela violência, mas quando a vontade crítica abdica voluntariamente. Quando a emoção substitui o juízo.
Durante anos, a tecnologia empurrou os media para uma obsessão pela escala. Agora, a própria tecnologia está a obrigá-los a regressar ao essencial.
O nosso trabalho, enquanto marcas, comunicadores e agências, não é ensiná-los a participar como nós participamos. É perceber como querem participar — e criar espaço para que isso aconteça.
Não é o consumidor que tem de mudar. Em ambientes de baixa confiança, o marketing não pode limitar-se a criar notoriedade ou desejo. Tem de reduzir incerteza.
Se todas as marcas são autênticas, têm propósito, querem gerar impacto e dizem-se inovadoras, torna-se inevitável questionar se o que dizem ainda tem significado.
Quantas decisões poderiam ter um impacto maior se tivéssemos criado espaço para refletir? Frequentemente confundida com incapacidade, a pausa pode ser um momento de grande aprendizagem.
Sustentabilidade não deve ser uma promessa vaga. Deve ser algo que se consegue provar.
Uma ferramenta que acelera também amplifica. Quando existe clareza, amplifica clareza. Quando existe ruído, amplifica ruído. É por isso que a IA não substitui estratégia.
A IA amplifica e acelera aquilo que lhe damos. Isso é extraordinário quando existem conhecimento, contexto e critérios. E bastante menos extraordinário quando tal não se verifica.