Opinião +M
O marketing sério não vive de manipulação. Vive de compreensão. Contexto. Comportamento. Necessidades reais. De valor percebido. De relevância. De confiança. De autoridade.De (muita) consistência
As melhores consultoras não serão apenas as mais eficientes. Serão as mais confiáveis. E confiança, neste contexto, significa ter autorização para dizer verdades difíceis.
Será mesmo que eu e o taxista da esquina -- nada contra taxistas -- criaremos exatamente os mesmos filmes utilizando exatamente as mesmas ferramentas? Tenho sérias dúvidas.
Mais do que garantir o acesso às redes, torna-se fundamental assegurar uma capacidade de participação. Com a certeza de que o verdadeiro avanço nunca foi ligar máquinas, antes aproximar pessoas.
A escolha não é só sobre o que compramos, mas sobre quanto tempo conseguimos dar vida àquilo que já existe, e sobre o papel que cada um de nós desempenha na construção de um consumo mais responsável.
Sob pressão, tendemos a proteger, reagir e simplificar. Excelente para fugir de um incêndio. Péssimo para gerir uma crise reputacional.
Num mundo onde tudo pode ser criado, o que realmente importa continua a ser raro: uma ideia clara. Uma perspetiva única.
Uma marca que só “aparece” quando precisa de defender uma decisão ou responder a críticas, chega tarde a uma conversa que nunca ajudou a construir.
Sem marcas fortes, um país não escala valor. Escala esforço. E esforçar‑se mais para ganhar menos nunca foi uma estratégia sustentável.
Joana Branquinho, especialista em comunicação, notou que o Kristin mostrou a diferença na proteção por seguros que os cidadãos pensam que têm e a que têm de facto. Defende melhor informação.
É importante uma comunicação social atenta e vigilante. Cabe aos media fazer a sua parte: serem credíveis, atentos e sem agenda escondida. Só assim podemos acreditar que vencemos a desinformação.
Vamos acreditar que o sistema financeiro está muito mais saudável, como afirmam os banqueiros, mas o diabo está nos detalhes ou, como ironizo, está no crédito e pode vestir Prada.
A música e as marcas sempre tiveram ligações fortes. Os jingles, só um exemplo, são do século XX, usados em todas as suas décadas. E isso são jingles. Agora quando é Rock, pensem...
Estratégia de Marketing não é discorrer sobre o próximo formato “da moda” nem testar tudo ao mesmo tempo, na esperança de que algo resulte. É sobre parar, pensar e tomar decisões difíceis.
Portugal, como sempre, tem tudo para ser o primeiro. E o talento raro de ser o último a acreditar em si próprio. Será que esta oportunidade bate certo com a sua marca?
O LinkedIn pode “mentir” num perfil, campanhas esquecem-se, títulos passam… mas a forma como uma marca é vivida e confiada… essa, sim, fica.
Os medicamentos GLP-1 estão a introduzir uma nova disciplina no consumo. Uma disciplina que penaliza a irrelevância e recompensa a utilidade, a qualidade e a intencionalidade.
As marcas têm espaço, meios e audiência, as IPSS têm causas urgentes e impacto real na vida das comunidades. A ligação entre marcas e causas deve ser ainda mais reforçada.
Não é product placement. É simplesmente a vida real a acontecer… até no espaço, as marcas mais próximas continuam a ser as que já fazem parte do nosso dia-a-dia.
O desafio será garantir que esta nova vaga de inovação continua a ser inclusiva, acessível e compreensível. Porque a tecnologia só cumpre verdadeiramente o seu potencial quando chega a todos.
A decisão do melhor momento para fazer as coisas é estratégica. Não pode ser descuidada. Com isso definido e resolvido, é meter gelo. E confiar no processo.
Marketing sempre foi sobre influência. Mas, pela primeira vez, essa influência é mediada por sistemas que não clicam, não navegam e não consomem informação da mesma forma que os humanos.
A tecnologia não vai desaparecer, e as políticas públicas eficazes serão aquelas que preparem, capacitem e empoderem, em vez de, simplesmente, proibir.
Muitas consultoras vão perder relevância. Não por falta de competência técnica, mas por falta de posicionamento estratégico. Porque nunca saíram verdadeiramente do papel de executoras.
A IA não é o vilão. E o risco está no conforto de produzir em série e confundir quantidade com relevância. “Made by humans” não significa voltar ao papel e à máquina de escrever.
No meio deste mundo feio, porco e mau, há uma verdade simples que se impõe: a beleza e a verdade deixaram de ser meros detalhes. Passaram a ser uma forma de resistência.