Opinião +M
O LinkedIn pode “mentir” num perfil, campanhas esquecem-se, títulos passam… mas a forma como uma marca é vivida e confiada… essa, sim, fica.
Os medicamentos GLP-1 estão a introduzir uma nova disciplina no consumo. Uma disciplina que penaliza a irrelevância e recompensa a utilidade, a qualidade e a intencionalidade.
As marcas têm espaço, meios e audiência, as IPSS têm causas urgentes e impacto real na vida das comunidades. A ligação entre marcas e causas deve ser ainda mais reforçada.
Não é product placement. É simplesmente a vida real a acontecer… até no espaço, as marcas mais próximas continuam a ser as que já fazem parte do nosso dia-a-dia.
O desafio será garantir que esta nova vaga de inovação continua a ser inclusiva, acessível e compreensível. Porque a tecnologia só cumpre verdadeiramente o seu potencial quando chega a todos.
A decisão do melhor momento para fazer as coisas é estratégica. Não pode ser descuidada. Com isso definido e resolvido, é meter gelo. E confiar no processo.
Marketing sempre foi sobre influência. Mas, pela primeira vez, essa influência é mediada por sistemas que não clicam, não navegam e não consomem informação da mesma forma que os humanos.
A tecnologia não vai desaparecer, e as políticas públicas eficazes serão aquelas que preparem, capacitem e empoderem, em vez de, simplesmente, proibir.
Muitas consultoras vão perder relevância. Não por falta de competência técnica, mas por falta de posicionamento estratégico. Porque nunca saíram verdadeiramente do papel de executoras.
A IA não é o vilão. E o risco está no conforto de produzir em série e confundir quantidade com relevância. “Made by humans” não significa voltar ao papel e à máquina de escrever.
No meio deste mundo feio, porco e mau, há uma verdade simples que se impõe: a beleza e a verdade deixaram de ser meros detalhes. Passaram a ser uma forma de resistência.
Construir ativos distintivos fortes exige algo que o muitas vezes teimamos em desvalorizar: consistência. O problema é que, por vezes, é mais tentador repensar e fazer tudo de novo.
Podemos vir a ser substituídos por máquinas, mas o grande exercício é impedirmos que a função também morra no turbilhão da mudança.
Uma ideia só é boa se fizer alguma coisa acontecer. Tudo o resto é entretenimento. E, sendo claros, os clientes não contratam entretenimento. Contratam resultados.
Quando a narrativa se distancia da realidade, não é apenas a reputação da marca que é colocada em causa, é também a credibilidade do próprio conceito de sustentabilidade que se fragiliza.
Falar de saúde de forma acessível e responsável não é um detalhe. É uma condição para que mais pessoas reconheçam sinais de alerta, valorizem sintomas e procurem ajuda atempadamente.
Trabalhar marcas no universo infantil é aceitar jogar o jogo longo. É compreender que nem tudo o que conta pode ser medido no trimestre seguinte.
Quando todos conseguem produzir mais, mais depressa e mais barato, o único ativo que permanece escasso é a inteligência aplicada, aquela que transforma informação em decisão e comunicação em impacto.
Esses algoritmos, alimentados por machine learning, aprendem rapidamente que medo, raiva e ódio geram mais envolvimento do que moderação ou nuance. A virtude está no meio, mas não gera cliques.
Bem podem protestar alguns ‘Velhos do Restelo’, mas os nossos mercados devem modernizar-se com padrões de medição já consolidados internacionalmente.
A próxima vaga de inovação em marketing não pertencerá às marcas mais rápidas. Pertencerá às marcas culturalmente mais inteligentes.
As campanhas globais têm o seu valor, mas tendem a dar lugar a narrativas mais locais, culturalmente sensíveis e alinhadas com a realidade de cada país.
Em Portugal, duas em cada três pessoas que se lembram de ter visto um anúncio não sabem de quem é ou acham que é de outra marca.
O mercado português já não é apenas o mercado de “dez milhões de portugueses”. É um mercado mais plural, culturalmente mais diverso e economicamente mais dinâmico.
O Marketing, os Dados e a IA até podem não estar fadados a um casamento romântico. Creio até que pode e deve haver mais entusiasmo, tensão e adrenalina, que são elementos essenciais numa relação.
Este caso não é sobre cantinas, é sobre coerência institucional. Esse prato disse algo que nenhuma escola pode permitir que se diga: que nem todos os alunos são iguais, pelo menos à hora de almoço.