Opinião +M
Esses algoritmos, alimentados por machine learning, aprendem rapidamente que medo, raiva e ódio geram mais envolvimento do que moderação ou nuance. A virtude está no meio, mas não gera cliques.
Bem podem protestar alguns ‘Velhos do Restelo’, mas os nossos mercados devem modernizar-se com padrões de medição já consolidados internacionalmente.
A próxima vaga de inovação em marketing não pertencerá às marcas mais rápidas. Pertencerá às marcas culturalmente mais inteligentes.
As campanhas globais têm o seu valor, mas tendem a dar lugar a narrativas mais locais, culturalmente sensíveis e alinhadas com a realidade de cada país.
Em Portugal, duas em cada três pessoas que se lembram de ter visto um anúncio não sabem de quem é ou acham que é de outra marca.
O mercado português já não é apenas o mercado de “dez milhões de portugueses”. É um mercado mais plural, culturalmente mais diverso e economicamente mais dinâmico.
O Marketing, os Dados e a IA até podem não estar fadados a um casamento romântico. Creio até que pode e deve haver mais entusiasmo, tensão e adrenalina, que são elementos essenciais numa relação.
Este caso não é sobre cantinas, é sobre coerência institucional. Esse prato disse algo que nenhuma escola pode permitir que se diga: que nem todos os alunos são iguais, pelo menos à hora de almoço.
Durante anos, muitos Publishers confundiram distribuição com estratégia. Confundiram alcance com audiência. E, acima de tudo, confundiram crescimento com dependência.
Talvez por isso devêssemos abrir mais espaço ao aborrecimento. Não para ficar lá muito tempo. Apenas o suficiente para deixar que algo aconteça.
O futuro das bebidas espirituosas será escrito por quem compreender que o verdadeiro prazer não está apenas no copo, mas na experiência que ele desperta.
O desafio não é pequeno, mas o ganho que esta Lei pode trazer é grande. Ao substituir “capital relacional” por “capital procedimental”, a lei melhora a decisão pública.
Todas as organizações falham em algum momento. O que distingue uma marca forte não é a ausência de falhas, mas a forma como reage quando elas acontecem.
Quanto mais a IA evolui, mais valioso se torna o pensamento humano estruturado e o savoir faire. A tecnologia acelera processos, não define propósito. Algoritmos produzem outputs, não constroem visão.
Ser pequeno em escala não significa ser periférico. Pelo contrário, pode significar ser exigente ao ponto de moldar organizações mais resilientes, mais disciplinadas e mais inovadoras.
Ser mais eficiente a amplificar uma marca indiferenciada não é progresso mas sim acelerar a própria banalização. É transformar a otimização num multiplicador de irrelevância.
Como em qualquer marca, os arquétipos não são estáticos. Evoluem, ou entram em crise. A marca que exportava sonhos passou a exportar incerteza.
É no turismo de qualidade e de alto valor precisamos de apostar e continuar a investir. Afirmar Portugal como um destino de excelência é o caminho de sentido obrigatório.
A Netflix escolheu não ultrapassar uma linha vermelha. Reforço, houve disciplina de um dos lados desta história.
Agora que a Louis Vuitton já coloca “made in Portugal” nos seus produtos, já podemos dizer que o problema da marca Portugal está resolvido?
O harakiri dos jornais está a ser provocado e aproveitado pelas tecnológicas (já tinha sido pelas telco) e poderá provocar uma disrupção democrática semelhante a praga bíblica.
Para Trump, a comunicação não acompanha a ação política, é a ação política. A guerra, na sua narrativa, não se trava só com mísseis trava-se com frases curtas e dramatismo constante.
Há músicas assim, devem estar conectadas a memórias de infância que uma vez re-ativadas, voltam logo à superfície.
Aprender a não reagir ao acaso seria um primeiro sinal importante para o novo Chefe de Estado. Nem todas as polémicas merecem o comentário presidencial, e nem todo o microfone demanda uma resposta.
Num contexto em que a mudança é permanente e a imprevisibilidade é a regra, o verdadeiro risco está em repetir fórmulas que já não respondem à realidade.
Os grandes negócios é que atraem as atenções, mas são as pequenas vitórias, que passam tantas vezes despercebidas, a transformar o setor.