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Twitter limita publicidade a anunciantes que paguem pela verificação

Rafael Ascensão,

A exceção são as empresas que já investem mais de mil dólares mensais em publicidade no Twitter, às quais será dada a verificação.

Depois de Elon Musk ter cumprido a promessa de retirar o selo azul de verificação àqueles que se recusaram a pagar por isso, o Twitter vai agora também barrar a publicidade na rede social aos anunciantes que não pagarem por uma “verificação” na plataforma.

Todos aqueles que quiserem anunciar na rede social terão de assim pagar pelo Twitter Blue (modalidade paga instaurada por Elon Musk).

Segundo a Bloomberg, a publicidade estará disponível para contas verificadas (incluindo individuais que paguem oito dólares mensais pelo Twitter Blue) ou para organizações que paguem mil dólares para ter o selo dourado de verificação.

A exceção são as empresas que já investem mais de mil dólares mensais (cerca de 911 euros) em publicidade no Twitter, às quais será conferida a verificação, adianta a publicação.

Segundo escreveu o Twitter num email a que a Bloomberg teve acesso, esta medida, englobada numa estratégia mais ampla de remoção de bots e contas falsas, passa por “elevar a qualidade do conteúdo” e “melhorar a experiência de cada um como utilizador e anunciante”.

Esta ação verifica-se depois da queda de receita publicitária da plataforma. Segundo as estimativas da Insider Intelligence, em 2023, a receita publicitária do Twitter vai resvalar para 2,98 mil milhões de dólares (cerca de 2,71 mil milhões de euros), uma queda de 27,9% em comparação com o período homólogo, em que foi registada uma receita de 4,14 mil milhões de dólares (cerca de 3,77 mil milhões de euros).

Esta quinta-feira também foi possível verificar-se uma mudança no Twitter, com as contas que não pagaram pelo Twitter Blue a perderem o selo de verificação que já tinham obtido no passado. O Papa, Trump, Justin Bieber, Cristiano Ronaldo, Bill Gates, Lady Gaga ou Beyoncé foram algumas das personalidades que perderam assim o ‘selo azul’ no Twitter, depois de Elon Musk ter cumprido a promessa de retirar o crachá aos que se recusassem a pagar.

Previamente, o dono do Twitter também já havia retirado o selo dourado (que indica que se trata de uma conta comercial oficial do Twitter Blue) ao jornal The New York Times. A rede social removeu a marca de verificação pelo facto de o jornal se recusar a pagar pela mesma. O custo desta verificação dourada para as empresas é de mil dólares (cerca de 911 euros) por mês, segundo o The Washington Post.

O Twitter Blue, disponível mediante um pagamento mensal ou anual, concede assim o famoso selo azul à conta do utilizador e garante acesso a novos e outros recursos, como a funcionalidade de editar tweets ou a possibilidade de escrever tweets mais longos.

Em Portugal, os preços variam entre 9,84€/mês (web) e 11€/mês (telemóvel) ou 103,32€/ano e 114,99€/ano.

De acordo com a Forbes, Elon Musk já defendeu que as receitas provenientes de subscrições são a única forma de tornar o Twitter financeiramente sustentável.

Desde que se tornou dono do Twitter, Elon Musk tem feito diversas mudanças na plataforma, desde a criação de subscrições pagas, ao banimento de contas polémicas até ao despedimento de diversos colaboradores, como aconteceu no final de fevereiro com a dispensa de 200 funcionários, medida tomada depois de Musk já ter despedido cerca de metade dos 7.500 trabalhadores do Twitter em novembro.

Recentemente, Elon Musk estimou o valor atual do Twitter em 20 mil milhões de dólares, menos de metade do quando o comprou há cinco meses.

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