Filhos de Balsemão escrevem aos trabalhadores da Impresa. “O seu legado somos todos nós”
"Estamos todos unidos no mesmo sentimento de perda porque todos fizemos parte da sua família", escrevem os cinco filhos de Francisco Pinto Balsemão numa mensagem aos trabalhadores do Grupo Impresa.
Mónica Balsemão, Henrique Balsemão, Francisco Maria Balsemão, Joana Balsemão e Francisco Pedro Balsemão assinaram em conjunto a mensagem enviada na manhã desta quarta-feira a todos os trabalhadores do grupo Impresa. “Estamos todos unidos no mesmo sentimento de perda porque todos fizemos parte da sua família: mulher, filhos e netos, mas também os muitos profissionais que colaboraram ou colaboram com a Impresa.E a perda não é só para nós. É também para todo o setor, como figura ímpar e visionária da comunicação social, e para o País, como um dos pais fundadores da nossa democracia e que tanto contribuiu para o desenvolvimento da sociedade civil portuguesa”, escreveram os cinco filhos do fundador do Expresso e da SIC.
“Enquanto família, queremos agradecer todas as mensagens que recebemos e todo o apoio nestas horas. Mas o nosso agradecimento é muito mais vasto: obrigado por construírem com Francisco Pinto Balsemão uma história de que todos nos orgulhamos. Uma história que deu ao País ventos de liberdade, com o Expresso, ventos de modernidade, com a SIC, ventos de mudança, com o pioneirismo que sempre o caracterizou. Uma história de mais de 50 anos, pautada por princípios e valores que continuam a nortear o nosso trabalho e o nosso empenho: a liberdade, a independência, o rigor”, destacam em conjunto.
O Governo decretou dois dias de luto nacional pela morte de Francisco Pinto Balsemão, a cumprir esta quarta-feira e quinta-feira, uma decisão já promulgada pelo Presidente da República. Também a Câmara Municipal de Lisboa e a Câmara Municipal do Porto decretaram luto municipal.
Na íntegra, a mensagem enviada aos trabalhadores do grupo fundado por Francisco Pinto Balsemão:
“Caros,
É um dia muito difícil para todos nós. Achámos que não chegaria porque começámos a acreditar que Francisco Pinto Balsemão – pai, marido, avô, jornalista, empreendedor – era eterno. Como todos se recordarão, as frases sobre o futuro eram iniciadas pelo fundador da Impresa com a expressão “Se eu um dia morrer…”. Mas o seu legado é eterno. E o seu legado somos todos nós.
Tivemos o privilégio de aprender com ele, de ser motivados por ele, de ouvir as suas ideias, de ficarmos galvanizados com os seus discursos, de receber a sua mensagem a parabenizar quando algo corria bem, ou mesmo aquele reparo quando algo poderia ter corrido melhor. São atitudes e gestos que guardamos na memória com a importância que ele sempre nos mereceu e continuará a merecer. Que valorizaremos pela amizade e dignidade com que ele sempre nos tratou. Sentiremos saudades dos emails em que nos perguntava o que opinávamos e, claro, dos seus afetuosos cumprimentos.
Estamos todos unidos no mesmo sentimento de perda porque todos fizemos parte da sua família: mulher, filhos e netos, mas também os muitos profissionais que colaboraram ou colaboram com a Impresa. E a perda não é só para nós. É também para todo o setor, como figura ímpar e visionária da comunicação social, e para o País, como um dos pais fundadores da nossa democracia e que tanto contribuiu para o desenvolvimento da sociedade civil portuguesa.
Enquanto família, queremos agradecer todas as mensagens que recebemos e todo o apoio nestas horas. Mas o nosso agradecimento é muito mais vasto: obrigado por construírem com Francisco Pinto Balsemão uma história de que todos nos orgulhamos. Uma história que deu ao País ventos de liberdade, com o Expresso, ventos de modernidade, com a SIC, ventos de mudança, com o pioneirismo que sempre o caracterizou. Uma história de mais de 50 anos, pautada por princípios e valores que continuam a nortear o nosso trabalho e o nosso empenho: a liberdade, a independência, o rigor.
Mais importante do ler que as nossas palavras, é relembrar as suas. Porque as suas palavras sempre foram um farol para todos nós. E, se o foram durante todos estes anos, também o serão agora neste momento e no futuro:
Do que fiz na vida, colocaria como fio condutor e como objetivo cimeiro, exercido e conseguido de diversas maneiras, consoante as épocas e as responsabilidades, a luta pela liberdade de expressão em geral e, em especial, pelo direito a informar e a estar informado.
A liberdade é o princípio e tem de ser o fim último. Qualquer intervenção sobre ela deve ser a título subsidiário. E nunca essa intervenção pode ir além da justa medida. O princípio é a liberdade. A exceção é a restrição.
Hoje e sempre, a única obrigação moral que poderá ser exigida ao Homem, para que seja “mais do que matéria físico-química”, é que procure deixar o Mundo onde nasceu, seja este a Terra ou algo mais vasto, melhor do que o encontrou.
Francisco Pinto Balsemão deixou o Mundo melhor. Cumpre-nos seguir o seu legado.
O velório realizar-se-á hoje, no Mosteiro dos Jerónimos, a partir das 18h30, e a missa terá lugar amanhã, às 13h, no mesmo local.
Afetuosos Cumprimentos,
Mónica Balsemão
Henrique Balsemão
Francisco Maria Balsemão
Joana Balsemão
Francisco Pedro Balsemão“
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