Indra ganha contrato de 342 milhões para radares de tráfego aéreo nos EUA
Os sistemas de radar serão produzidos na nova fábrica do grupo Indra em Kansas City, unidade onde estimam investir 50 milhões de euros e criar 200 postos de trabalho.
A Indra Group, que em Portugal emprega 1.000 pessoas, fechou um contrato de 342 milhões de dólares com a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA para fabricar radares de vigilância de tráfego aéreo de última geração. Os sistemas serão produzidos na nova fábrica do grupo em Kansas City, unidade onde estimam investir 50 milhões de euros.
“Modernizar o sistema nacional de espaço aéreo é, antes de mais, uma questão de segurança, fiabilidade e confiança pública”, afirma Ángel Escribano. “Os programas Brand-New Air Traffic Control System (BNACTS) e de substituição do sistema de radares da FAA representam uma oportunidade única para renovar a infraestrutura crítica da qual milhões de americanos dependem todos os dias. A Indra tem muito orgulho em contribuir para este esforço com a sua tecnologia já comprovada e testada no terreno, um sólido historial de execução e um profundo compromisso com o fabrico e o crescimento da atividade nos Estados Unidos”, diz o presidente executivo da Indra Group, citado em comunicado.
O contrato surge no âmbito da modernização do Sistema Nacional de Espaço Aéreo (NAS) nos EUA, substituindo a antiga infraestrutura de vigilância por tecnologia moderna, resiliente e cibersegura.
Os sistemas de radar serão fabricados nos Estados Unidos, na nova unidade da tecnológica espanhola no Kansas, onde a companhia vai investir 50 milhões de dólares, criando 200 postos de trabalho qualificados nos EUA nas áreas de engenharia, fabrico, integração, implementação e suporte de sistemas.
“Para a substituição do sistema de radar, a Indra irá replicar a abordagem já implementada com sucesso com os seus rádios de comunicação terra-ar NEXCOM v3, transferindo tecnologia avançada, processos de fabrico e conhecimento do produto para os Estados Unidos, de forma a apoiar a produção e a manutenção a longo prazo”, informa a empresa em comunicado.
Empresa com operação no setor dos radares em Portugal
Em Portugal, a empresa, que já conta com 1.000 trabalhadores, também tem atividade no setor dos radares, concentrando-se nas nas áreas da segurança, defesa e navegação aérea. “O exemplo mais relevante é o SIVICC – Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa, concebido para garantir a vigilância contínua de toda a linha costeira nacional. Este sistema integra radares costeiros, sensores e centros de comando e controlo, permitindo à GNR e a outras autoridades detetar, acompanhar e intervir sobre embarcações suspeitas, reforçando o combate a atividades ilegais e a proteção da soberania marítima”, explica fonte oficial da empresa ao ECO/eRadar.
Na aviação civil, a empresa está ligada à implementação do sistema DVOR/DME nos Açores, nomeadamente na ilha de São Miguel. “Esta infraestrutura de radionavegação, baseada em tecnologias de radar e radiofrequência, melhora significativamente a precisão, segurança e fiabilidade das operações aéreas, permitindo apoiar um elevado número de aeronaves em simultâneo e garantindo manobras de aproximação mais seguras, especialmente numa região geograficamente sensível como o arquipélago”, explica a mesma fonte.
“No contexto espacial e de navegação por satélite, Portugal participou no Projeto Galileo através do desenvolvimento e qualificação de estações terrestres de banda C. Estas estações são fundamentais para a monitorização e controlo do sistema europeu de posicionamento por satélite, funcionando como componentes críticos da infraestrutura de vigilância e posicionamento global da Europa, com aplicações civis, científicas e estratégicas de longo prazo”, refere ainda.
(notícia atualizada às 17h22 com mais informação)
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