Linha Rosa do Metro do Porto abre portas apenas em 2027

Presidente da Metro do Porto aponta abertura da Linha Rosa para daqui a um ano. Anunciados os prazos para o lançamento das linhas de metro de Gondomar e Trofa.

Depois de algum suspense nas últimas semanas, a data foi finalmente revelada: a Linha Rosa, que vai ligar as atuais estações de metro Casa da Música e São Bento, começará a funcionar até março de 2027, apesar de a empreitada estar concluída no último trimestre deste ano, avançou esta terça-feira o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, após uma reunião no município portuense.

“As exigências regulamentares de segurança e de certificação da parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, e todos os ensaios de segurança obrigatórios fazem com que, estando a linha pronta antes do final do ano, ela só esteja disponível para utilização comercial e pela população até final do primeiro trimestre de 2027”, explicou Emídio Gomes aos jornalistas.

A entrada em funcionamento da Linha Rosa do Metro do Porto estava inicialmente prevista para 2024, mas o prazo foi sendo prorrogado. Em julho de 2024, a empresa de transportes negava a informação prestada pelo grupo de trabalho da Assembleia Municipal do Porto de que a obra estava atrasada em 700 dias. Então, a Metro do Porto assegurava que a linha estaria funcional em junho de 2025, data essa que, segundo a previsão anunciada nesta terça-feira, será superada em mais de 500 dias.

Durante uma visita subterrânea à empreitada, a 9 de janeiro deste ano, o presidente da Metro do Porto recusou comprometer-se com uma data de arranque, e nem sequer sobre o custo final se quis pronunciar. Emídio Gomes remeteu todas as explicações para a reunião do executivo municipal desta terça-feira. E assim foi: “Assumimos que a linha estará disponível para a população até março de 2027, o que significa que ela esteve seis anos em construção”.

Não deixou, contudo, de abordar a derrapagem dos prazos, apontando entre alguns dos motivos que conduziram a esta situação, “os gravíssimos e imponderáveis” atrasos no troço entre a rotunda da Boavista [Praça de Mouzinho de Albuquerque] e a Praça da Galiza, “em que a construção dos túneis chegou a pôr em risco a própria Escola Gomes Teixeira”.

A cidade não tolera mais derrapagens.

Pedro Duarte

Presidente da Câmara Municipal do Porto

Não foram só os prazos que derraparam. O custo global da empreitada, inicialmente na ordem dos 300 milhões de euros disparou para os 422 milhões de euros com os trabalhos adicionais, contabilizou. A verba é assegurada pelo programa Sustentável 2030, pelo Orçamento do Estado e pelo Fundo Ambiental.

Ainda a propósito do cumprimento dos prazos da Linha Rosa, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, deixou o aviso de será “intransigente”, ainda que “compreenda todas as limitações” inerentes a esta empreitada. Mas uma coisa é certa: “A cidade não tolera mais derrapagens (…). Não se justifica em circunstância alguma que haja um atraso de dois anos e meio”.

Ainda que a operação da Linha Rosa só aconteça no primeiro trimestre de 2027, o espaço à superfície será devolvido à cidade até às festividades do São João, tal como o presidente da Metro do Porto já tinha avançado, a 9 de janeiro deste ano, durante a visita à obra.

A Linha Rosa tem uma extensão de 3,1 quilómetros e terá uma ligação às atuais estações de metro Casa da Música e São Bento — totalmente subterrânea –, além de estações intermédias no Hospital de Santo António e na Praça da Galiza.

Entretanto, em relação à “polémica” obra do metrobus, ficou a certeza do arranque da operação da primeira fase (Casa da Música – Praça do Império) na última semana de fevereiro deste ano e de forma gratuita até 31 de março. Já a segunda fase está prometida para agosto deste ano e vai manter a ciclovia/corredor verde entre a Avenida Guimarães e a rotunda do Castelo do Queijo.

As novidades abrangeram ainda a expansão da linha do metropolitano da “Invicta”. Emídio Gomes anunciou que a empresa candidatou, esta terça-feira, as linhas de Gondomar II e da Trofa a financiamento do programa Sustentável 2030. Ainda este ano haverá estudos de impacto ambiental e serão lançados os concursos públicos de conceção e construção destas duas linhas.

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