Hospital Central do Algarve abrirá até 2031. Universidade vai criar “campus da saúde”

Quase duas décadas após o lançamento simbólico da primeira pedra, ministra da Saúde esteve no Algarve a prometer o lançamento do concurso público para "muito em breve". Universidade terá ali serviços.

O Hospital Central do Algarve deverá abrir no espaço de quatro a cinco anos, praticamente duas décadas depois da data prometida aquando do lançamento da primeira pedra ainda no primeiro Governo de José Sócrates. A data surge após o evento de assinatura do acordo estratégico para a nova infraestrutura de saúde, nesta segunda-feira, entre os municípios de Faro e Loulé e o Governo.

O concurso público para a gestão e construção em regime de parceria público-privada (PPP) ocorrerá “muito em breve”, prometeu a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que se deslocou à região, onde a mesma promessa foi feita no final da primeira década do século pelo Governo de então.

O hospital, para o qual o Executivo de Luís Montenegro já aprovou o lançamento do concurso público, irá necessitar ainda de um a dois anos para lançamento do concurso público e escolha do vencedor, a que acrescem dois a três anos para a construção, calendarização indicada no comunicado divulgado nesta terça-feira.

O tão esperado serviço de oncologia dotado de equipamentos de radioterapia chegará finalmente a esta região, onde os pacientes têm de rumar a norte ou ser enviados para Sevilha para receber tratamentos.

A Universidade do Algarve também ficará a ganhar com a construção, passando a deter aquilo que a reitora, Alexandra Teodósio, designou de campus da saúde, agregando a Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas e a Escola Superior de Saúde.

A ministra da Saúde destacou que este é “um hospital necessário ao desenvolvimento e sustentabilidade do curso de Medicina e dos diversos cursos de ciências da saúde que aqui se ministram”. O Algarve, disse “é uma região universitária, e tem todas as condições para aprofundar as suas fileiras de investigação, inovação e desenvolvimento”.

Nos seus serviços, o equipamento, com custo projetado de 420,6 milhões de euros, contará com 742 camas, 18 salas de bloco operatório, 74 gabinetes de consulta, dez salas de parto e 80 postos de hospital de dia.

No dia 9, o ministro da Presidência referiu um custo total de 1.100 milhões de euros para o Estado, ao longo de 26 anos da concessão, já considerando encargos financeiros.

“Depois de 20 anos, vai finalmente avançar a construção do Hospital Central do Algarve. Esta é uma decisão histórica para os algarvios, para o Algarve e para o país”, assinalou Ana Paula Martins.

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