Empresas de Musk ao rubro. SpaceX compra xAI num negócio avaliado em 1,25 biliões de dólares
Duas das maiores empresas do norte-americano passam agora a uma só, numa operação estratégica realizada antes da entrada da SpaceX em bolsa, num negócio astronómico superior a um bilião de dólares.
A SpaceX, empresa de exploração espacial de Elon Musk, adquiriu a xAI, também fundada pelo magnata norte-americano e especializada em inteligência artificial. O anúncio foi feito pela SpaceX na noite desta segunda-feira. A fusão tem como missão “expandir uma inteligência capaz de compreender o Universo e levar a luz da consciência às estrelas”.
Contas feitas, esta fusão avalia a SpaceX em cerca de um bilião de dólares e a xAI em 250 mil milhões de dólares. Elon Musk descreveu o acordo como “não apenas o próximo capítulo, mas o próximo livro” na missão conjunta das duas empresas, cujo objetivo é desenvolver inteligência artificial em escala capaz de compreender melhor o Universo, diz citado pela Reuteurs (conteúdo em inglês/acesso não reservado).
Musk considera que “centros de dados orbitais” são essenciais para o futuro da tecnologia. “A procura global de eletricidade para IA simplesmente não pode ser respondida com soluções terrestres, mesmo a curto prazo, sem impor dificuldades às comunidades e ao meio ambiente”, referiu. “A longo prazo, a IA baseada no espaço é obviamente a única maneira de alcançar escala“, disse o empreendedor citado pelo Financial Times (conteúdo em inglês/acesso reservado).
Este negócio representa um novo recorde de valor em aquisições, depois de, em 2000, a Vodafone ter comprado a alemã Mannesmann num negócio avaliado em 203 mil milhões de dólares.

A SpaceX já era a empresa privada mais valiosa do mundo, após uma recente venda interna de ações chutar a avaliação em cerca de 800 mil milhões de dólares. A gigante espacial, fundada em 2002, realiza vários lançamentos de foguetões e controla uma vasta infraestrutura espacial, que inclui a rede de satélites Starlink. Por outro lado, a xAI é uma empresa que desenvolve modelos de inteligência artificial, como o chatbot Grok, presente na rede social X, e que tem estado no centro de polémicas devido a conteúdos gerados pelo sistema de IA envolvendo imagens sexualizadas de menores e mulheres.
A união de empresas surge numa altura particularmente importante para a SpaceX, que prepara a entrada em bolsa ainda em 2026. De acordo com fontes citadas pela Reuters, esta operação poderá avaliar a empresa em mais de 1,5 biliões de dólares, valor que, se confirmado, superaria o do IPO da saudita Aramco, que em 2019 levantou 29 mil milhões de dólares.
Fusão de empresas vai ser ainda analisada
O acordo está ainda sujeito ao escrutínio por parte de reguladores e investidores devido a questões de governação, avaliação e conflitos de interesse, dado que Musk ocupa cargos de liderança sobrepostos em várias empresas, bem como pelo possível movimento de engenheiros, tecnologia proprietária e contratos entre as entidades.
A SpaceX detém ainda contratos no valor de milhares de milhões de dólares com a NASA, o Departamento de Defesa e agências de inteligência, que possuem alguma autoridade para rever transações de fusões e aquisições em função da segurança nacional e de outros riscos.
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