Coudelaria de Alter leiloa 26 cavalos e éguas com ‘linhagem olímpica’ até 15 mil euros
Leilão anual da Coudelaria de Alter, que “atrai pessoas dos quatro cantos do mundo”, agendado para 24 de abril. Animais destacam-se “pela nobreza, funcionalidade e aptidão para disciplinas equestres".
São 26 os animais que vão entrar no leilão anual da Coudelaria de Alter, inserida na Herdade da Tapada do Arneiro, em Alter do Chão. No lote apresentado, a Companhia das Lezírias, que gere este espaço desde 2013, destaca a “linhagem de alguns exemplares com ascendência em notáveis cavalos” da propriedade, como o Rubi, que competiu nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 ou o Viheste, que quatro anos mais tarde representou o Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.
Neste leilão centenário, agendado para a tarde do dia 24 de abril e que irá decorrer de forma presencial e online, vão poder ser licitadas 13 éguas com preços base que variam entre os 4.500 e os 7.500 euros, com os valores para os 13 machos a subirem para montantes que oscilam entre os 7.000 e os 15.000 euros, de acordo com a informação partilhada esta quarta-feira pela coudelaria fundada em 1748, a mais antiga do mundo a funcionar no mesmo local.
“Com um património genético único, os cavalos de linhagem Alter Real destacam-se pela sua nobreza, funcionalidade e particular aptidão para diversas disciplinas equestres, sobretudo no domínio da dressage e da equitação tradicional portuguesa, recentemente elevada a Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO”, destaca a instituição sonhada por D. João V e implementada pelo filho D. José I, que se tornou num ponto turístico no Alto Alentejo.
Este leilão reitera o nosso compromisso, em conjunto com os nossos parceiros, de apostar e posicionar o turismo equestre como uma das principais ofertas turísticas para os mercados nacional e, acima de tudo, internacional no Alto Alentejo.
O presidente da Companhia das Lezírias, Eduardo Oliveira e Sousa, que assumiu o cargo em agosto após liderar durante sete anos a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e ser eleito deputado nas listas da Aliança Democrática (AD) nas eleições de março de 2024, frisa que “este leilão, que atrai pessoas dos quatro cantos do mundo, afirma o cavalo lusitano como um símbolo vivo da identidade e tradição portuguesa” e “reitera o compromisso (…) de apostar e posicionar o turismo equestre como uma das principais ofertas turísticas” da região.
Os cavalos para venda em leilão na Coudelaria de Alter podem ser observados mediante marcação prévia. As inscrições para a participação no leilão podem ser feitas até às 12h de 24 de abril e a entrada é livre para “todos os queiram assistir ao evento e desfrutar de uma experiência única na Coudelaria de Alter”. No âmbito de época reprodutiva de 2025, tem igualmente a decorrer até 1 de outubro a venda de sémen dos garanhões.
Com uma exploração agrícola e florestal que se estende por mais de 20 mil hectares, incluindo a Lezíria de Vila Franca de Xira, a Charneca do Infantado, o Catapereiro e os Pauis de Magos, Belmonte e Lavouras, a Companhia das Lezírias, empresa nacionalizada em 1975, gere também a Coudelaria de Alter e a Coudelaria Nacional desde agosto de 2023.
A empresa pública que o Governo cessante excluiu da análise de empresas a privatizar, sem esclarecer porque foi considerada “estratégica” – nessa lista só estão também a RTP, a Caixa Geral de Depósitos e a Águas de Portugal – tem perto de uma centena de trabalhadores efetivos e fechou 2023 com lucros de 2,53 milhões de euros (14% acima do ano anterior) e um volume de negócios de 9,8 milhões de euros.
No início deste ano, a histórica Companhia das Lezírias, que iniciou a atividade vitivinícola em 1881 com a plantação da primeira vinha, fechou um acordo com a Vinalda para a distribuição exclusiva das principais marcas de vinhos e de azeites que são produzidas pela maior exploração agropecuária e florestal do país, detida a 100% pelo Estado.
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