Ingrid “ataca” neste sábado com maior incidência em Lisboa e Vale do Tejo
Proteção Civil indica que área mais afetada pela depressão Ingrid é a zona de Lisboa e Vale do Tejo, tendo ainda sido registadas ocorrências em Braga e Viseu.
A Proteção Civil registou 79 ocorrências devido ao mau tempo desde a meia-noite deste sábado, devido à passagem da depressão Ingrid, com destaque na zona de Lisboa e Vale do Tejo e Bragança.
De acordo com dados registados até às 07h30 desta manhã, divulgados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), as ocorrências dizem respeito, principalmente, a limpezas de via e de quedas de árvores.
Fonte da ANEPC referiu que a área mais afetada é a zona de Lisboa e Vale do Tejo, tendo ainda sido registadas ocorrências em Braga e Viseu.
No total, estiveram envolvidos 287 operacionais, apoiados por 125 meios terrestres.
A mesma fonte acrescentou que o número de ocorrências registadas deverá subir nas próximas horas, com o aumento do reporte.
Fonte da ANEPC já tinha referido, num balanço à agência Lusa, quando passavam quinze minutos da meia-noite, que na sexta-feira à noite 14 pessoas foram deslocadas para um pavilhão municipal no concelho de Peniche, após as habitações terem ficado sem condições de habitabilidade devido a inundações.
A situação de mau tempo que está a afetar o país, com ventos fortes, chuva persistente, forte agitação marítima e nevões de norte a sul, já levou ao encerramento de escolas e diversas infraestruturas, sobretudo na orla costeira, ao corte de vias rodoviárias e quebras de energia, entre outras situações.
Quase todo o território nacional continental está em estado de prontidão especial de nível 3 (a escala vai de 1 a 4, sendo 4 o mais elevado) até à noite de sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid.
Desde o início do estado de prontidão especial de nível 3, às 16 horas de dia 22, a Proteção Civil registou 1.259 ocorrências, em especial quedas de árvores, limpezas de via e quedas de estrutura.
Estiveram envolvidos 4.482 operacionais apoiados por 1.833 meios terrestres.
Segundo o mais recente comunicado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê “aguaceiros, sendo pontualmente de granizo e acompanhados de trovoada até à manhã de sábado”.
A chuva será sob a forma de neve acima de 600/800 metros de altitude, em especial no Norte e Centro, descendo temporariamente para cotas inferiores até ao início da manhã de sábado, frisou o IPMA, que prevê que “a acumulação de neve seja significativa nas serras destas regiões”.
A neve “terá um impacto muito significativo na circulação rodoviária e nas atividades das populações, salientando-se o impacto adicional da formação de gelo”, alertou.
“Não se descarta a possibilidade de ocorrer queda de neve, embora em menor quantidade, nos pontos mais altos das serras de S. Mamede, Marvão (Alto Alentejo) e Monchique (Algarve)”, indicou ainda.
A partir da manhã deste sábado, a cota da neve deverá subir gradualmente para 1200/1400 metros de altitude e deverá ocorrer chuva a partir do final da tarde no litoral Norte e Centro, onde será mais intensa, estendendo-se ao restante território durante a noite e sendo em especial no Centro e Sul no domingo.
O IPMA alertou também para vento forte do quadrante oeste no litoral, principalmente a sul do Cabo Mondego e nas terras altas, em especial do Centro e Sul, por vezes com rajadas até 110 km/h no litoral e até 120 km/h nas terras altas, até ao início da tarde do dia 24.
A agitação marítima será forte, com ondas de noroeste com 7 a 9 metros de altura significativa na costa ocidental, podendo atingir 15 metros de altura máxima.
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