Mudar não é uma opção. É uma responsabilidade

  • Andreia Vaz
  • 11:49

Mudar é ouvir melhor. É questionar o que sempre fizemos. É reconhecer que os consumidores de hoje são informados, exigentes e conscientes do impacto das suas escolhas.

Vivemos num tempo em que a mudança deixou de ser um evento pontual para se tornar uma constante. No retalho, na tecnologia e na forma como nos relacionamos com as marcas, tudo evolui a uma velocidade que nos desafia diariamente. Mas a verdadeira questão já não é se devemos mudar — é como mudamos e com que propósito.

Mudar não é apenas adaptar processos ou lançar novos produtos. Mudar é ouvir melhor. É questionar o que sempre fizemos. É reconhecer que os consumidores de hoje são informados, exigentes e conscientes do impacto das suas escolhas.

A tecnologia tem sido um dos grandes motores desta transformação. A forma como compramos, comparamos, pedimos apoio ou resolvemos problemas é hoje profundamente digital. Mas, paradoxalmente, quanto mais digital o mundo se torna, mais humana precisa de ser a experiência. Mais emocionais precisamos de ser. Mais empáticos precisamos de ser. Menos “scripts” precisamos de usar. E mais humanos precisamos de ser com as pessoas que falam todos os dias com os nossos consumidores, compradores e clientes, pois nós e as nossas equipas são a inspiração para que a experiência da marca seja realmente mais humana.

Será que estamos, nos nossos papéis de decisores de marcas, a promover a mudança ativa na experiência do comprador e do consumidor? A sermos mais humanos ao mesmo tempo de aceleramos a tecnologia? Estamos a fazê-lo com o equilíbrio correto para a nossa organização?

A mudança também começa dentro das organizações. Em equipas diversas, curiosas e abertas ao erro que são essenciais para criar marcas relevantes. Promover uma cultura onde se aprende continuamente, onde a criatividade é incentivada e onde o propósito é claro é, hoje, uma vantagem competitiva. O que estão a fazer com as vossas equipas que vos permite criar esta cultura de criatividade e de inovação, onde o erro e as perspetivas têm espaço para se contrapor, e de onde todos saímos mais “frescos”?

A frescura de pensamento e de ideias são fundamentais para a criatividade existir, e com isso mudança, mas nem todas as mudanças são confortáveis. Algumas exigem coragem para abandonar modelos que funcionaram no passado e, antecipar o que no futuro pode não funcionar. Outras pedem paciência para construir resultados que não são imediatos. Mas todas exigem visão, e visão é a capacidade de olhar para o futuro sem medo, com sentido crítico e com vontade de fazer melhor. E isso só pode vir de dentro de cada um de nós. Do sentido de responsabilidade que carregamos para com as marcas, os consumidores e o contexto onde operamos.

Acredito que as marcas que vão perdurar são aquelas que não encaram a mudança como uma ameaça, mas como uma oportunidade de criar mais valor real. Valor para quem compra, para quem trabalha e para a sociedade como um todo.

Mudar não é perder identidade. Pelo contrário: é usar esse momento para reafirmá-la, ajustando-a a um mundo que não para. Venha 2026

  • Andreia Vaz
  • Head of brand & CX da Worten

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Mudar não é uma opção. É uma responsabilidade

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião