Portos de Lisboa e Setúbal vão investir mais de 1,2 mil milhões na próxima década

Os portos de Lisboa e de Setúbal já movimentam 18,2 milhões de toneladas de mercadorias e ambicionam atingir 25 milhões até 2035.

Os Portos de Lisboa e de Setúbal vão investir mais de 1,2 mil milhões de euros nos próximos dez anos, com foco na modernização, transição energética e digital, e melhoria das acessibilidades, avançaram as duas entidades portuárias, durante o XI Congresso da AGEPOR – Associação dos Agentes de Navegação de Portugal, em Almancil.

Estas intervenções vêm reafirmar a estratégia sob o lema “Twin Ports – One Vision, Two Gateways” e o alinhamento com a Estratégia Portos 5+, lançada pelo Governo, avança a administração portuária.

O presidente das Administrações Portuárias de Lisboa e de Setúbal, Vítor Caldeirinha, assinalou a importância da cooperação entre os dois portos, que já movimentam 18,2 milhões de toneladas de mercadorias, e manifestou a “ambição de atingir as 25 milhões [de toneladas] até 2035”.

Entre as intervenções estratégicas, em Lisboa, constam a modernização dos terminais de contentores e “multipurpose”, o investimento no Terminal de Granéis Alimentares Silotagus e a ampliação do terminal de granéis líquidos do Barreiro. Acresce o reforço das acessibilidades terrestres e ferroviárias, além do desenvolvimento de novas áreas logísticas e industriais com ligação fluvial, avançou a administração dos dois portos.

De olhos postos na transição energética e digital, e na melhoria da eficiência, está programada para 2026 a implementação do sistema Onshore Power Supply (OPS) no Porto de Lisboa. Vai permitir ligar os navios à rede elétrica e eletrificar os equipamentos portuários, “reduzindo significativamente as emissões e os impactos ambientais na cidade”, detalha.

No que diz respeito ao Porto de Setúbal, Vítor Caldeirinha elencou o reforço das acessibilidades terrestres e marítimas, a modernização dos terminais de carga, além da expansão da área industrial e naval da Mitrena. O objetivo, frisou, é “consolidar o porto como plataforma logística e industrial de referência“.

Segundo a administração dos portos, “nesta zona está igualmente prevista a valorização da vertente dual civil e militar, que reforça a capacidade estratégica do porto e abre espaço à instalação de novas indústrias tecnológicas e de defesa, incluindo a produção de drones e equipamentos ligados à área da segurança e da aeronáutica”.

Durante o Congresso, o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, realçou a importância da cooperação e execução partilhada no setor portuário, lembrando que a Estratégia Portos 5+ “não é apenas um documento técnico, mas um compromisso coletivo”.

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