Spotlite capta 3,5 milhões para escalar plataforma de risco em infraestruturas a pensar na América

O mercado global de Earth Observation (EO), onde a startup nacional se posiciona, deverá atingir 20,1 mil milhões de euros até 2033. Spotlite quer contratar 15 pessoas.

A Spotlite levantou 3,5 milhões de euros para escalar a sua plataforma de monitorização de risco em infraestruturas por satélite e a sua presença internacional. Presente em Europa, Estados Unidos e América do Sul, com esta injeção de capital, a empresa quer expandir para “novos mercados estratégicos, incluindo a América do Norte” e contratar mais de 15 pessoas nos “próximos trimestres”.

“A Spotlite está atualmente a operar com clientes em vários mercados na Europa, Estados Unidos e América do Sul, incluindo Portugal, Colômbia e Brasil. Com o novo investimento, vamos acelerar a nossa presença comercial nestas regiões e expandir para novos mercados estratégicos, incluindo a América do Norte e outras geografias com grandes redes de infraestrutura crítica. O plano de expansão está em curso e será executado de forma faseada ao longo dos próximos 12 a 18 meses”, adianta Ricardo Cabral, CEO da Spotlite, ao ECO/eRadar.

Uma expansão que vai passar igualmente pelo reforço da equipa. “Uma prioridade para sustentar o crescimento previsto”, afiança o CEO. Hoje com cerca de 20 pessoas, incluindo perfis técnicos, comerciais e de gestão de produto, a empresa quer tornar mais robusto o headcount.

Planeamos contratar mais de 15 pessoas nos próximos trimestres, com foco em engenharia de produto, inteligência artificial, vendas e customer success. Estamos a atrair talento com experiência internacional e know-how em setores como energia, transportes e tecnologias geoespaciais”, revela o CEO.

Com o novo investimento, vamos acelerar a nossa presença comercial nestas regiões e expandir para novos mercados estratégicos, incluindo a América do Norte e outras geografias com grandes redes de infraestrutura crítica. O plano de expansão está em curso e será executado de forma faseada ao longo dos próximos 12 a 18 meses.

Ricardo Cabral

CEO da Spotlite

Fundada por Ricardo Cabral e Martino Correia, a startup desenvolveu, em particular para setores como transportes e energia, uma plataforma de monitorização de infraestruturas baseada em satélites.

Combinando imagens de satélite e IA, a plataforma monitoriza, por exemplo, movimentos de solo, deformações estruturais ou riscos de vegetação, alertando para possíveis eventos que podem provocar interrupções de serviço ou danos em infraestruturas, permitindo reduzir custos de manutenção — não há necessidade de inspeções físicas ou sensores no terreno — e intervenções preventivas.

A ronda seed foi coliderada pela Indico Capital e pela Explorer Investments, com a participação da EDP Ventures. “A tecnologia deeptech da Spotlite, que transforma dados de satélite e IA em gestão preditiva e maior resiliência para ativos críticos, é uma revolução para o setor de infraestruturas. Numa altura em que estamos a lançar o VCIII e a receber investidores SIFIDE para o mesmo até ao fim do ano, este investimento confirma o nosso compromisso com a área de investimentos em tecnologia espacial, um dos focos do VCIII. Tendo sido os primeiros investidores na Spotlite, ficamos felizes por ver a empresa alcançar mais esta etapa”, refere Stephan de Moraes, presidente da índico Capital Partners, citado em comunicado.

“A Spotlite está a desenvolver uma das plataformas de monitorização com inteligência artificial mais sofisticadas do setor, trazendo verdadeira inteligência preditiva para infraestruturas críticas. Na Explorer, orgulhamo-nos de apoiar uma equipa de classe mundial cujo trabalho tem o potencial de redefinir a forma como a infraestrutura é monitorizada a nível global”, destaca, por seu turno, Pedro Correia de Barros, da Explorer Investments.

O mercado global de Earth Observation (EO) como serviço deverá atingir 20,1 mil milhões de euros até 2033, com o mercado europeu a crescer cerca de 1,5 mil milhões de euros entre 2023 e 2028, segundo dados partilhados pela empresa.

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