Força Aérea vai investir 22,2 milhões em radar de longo alcance
Aquisição, prevista para 2026, visa reforçar as capacidades de vigilância do espaço aéreo e responder às exigências da política Integrada de Defesa Aérea e Antimíssil da NATO.
O Ministério da Defesa deu luz verde à Força Aérea para a compra, em 2026, de um sistema radar de longo alcance até ao montante máximo de 22,2 milhões de euros. A aquisição será financiada através de verbas da Lei de Programação Militar.
“No âmbito da sua missão, a Força Aérea tem de assegurar as capacidades de vigilância, deteção, identificação, intervenção e comando e controlo aéreo no espaço aéreo sob jurisdição e responsabilidade nacional, contribuindo de forma essencial para o Sistema Integrado de Defesa Aérea e Antimíssil da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO)”, pode ler-se em despacho, datado de 16 de dezembro, publicado esta terça-feira em Diário da República.
A política Integrada de Defesa Aérea e Antimíssil (IAMD) da NATO recomenda que a “capacidade de vigilância deve integrar sensores ativos e passivos, estáticos e móveis, operando em rede para garantir cobertura persistente e capacidade de sobrevivência do sistema”, sendo que “as infraestruturas nacionais são maioritariamente compostas por sistemas de tecnologia anterior”, havendo, por conseguinte necessidade que a Força Aérea adquira “um radar móvel de longo alcance de forma a reforçar a capacidade IAMD, garantido também proteção fortalecida para as Forças Nacionais Destacadas”.
Havendo disponibilidade orçamental, o Ministério da Defesa autoriza a Força Área a “realizar a respetiva despesa, no ano de 2026, com a aquisição de sistema radar móvel de longo alcance, até ao montante global máximo de 22.200 000,00 euros (vinte e dois milhões e duzentos mil euros), não sujeito a imposto sobre o valor acrescentado”. A compra será a financiada através de verbas da Lei de Programação Militar, com inscrição no orçamento da Força Aérea, nas capacidades «Comando e Controlo Aéreo» e «Vigilância, Deteção, Identificação, Intervenção no Espaço Aéreo», pode ler-se em Diário da República.
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