Dona da Michael Kors e Jimmy Choo revê em alta previsões de receitas para 2026
A Capri Holdings reviu os números em alta para o exercício fiscal de 2026. A empresa está a reorganizar-se após a venda da Versace à Prada.
Apoiada numa procura estável de vestuário e acessórios, nomeadamente malas, a Capri Holdings, detentora das marcas Michael Kors e Jimmy Choo, reviu em alta as previsões para o exercício fiscal de 2026.
As receitas do grupo devem situar-se entre os 3,45 e 3,48 mil milhões de dólares (2,92 e 2,95 mil milhões de euros) em 2026, números acima das projeções iniciais de 3,38 a 3,45 mil milhões (2,86 e 2,92 mil milhões de euros). As ações da empresa subiram depois de ser conhecida esta informação.
Como todas as marcas de luxo, opera num contexto de pressão nas margens devido a tarifas e procura desigual entre regiões.
Em 2025, a companhia terminou a venda da Versace à italiana Prada, reorganizando o seu portefólio. “Uma decisão ponderada destinada a reforçar a nossa base financeira, garantindo a flexibilidade necessária para apoiar as iniciativas estratégicas da Michael Kors e da Jimmy Choo e potenciar a criação de valor a longo prazo para os acionistas. As receitas da venda foram utilizadas para reduzir de forma significativa os nossos níveis de endividamento e terminámos o trimestre com uma dívida líquida de 80 milhões de dólares”, disse o CEO e presidente da Capri Holdings, em comunicado.
No terceiro trimestre de 2025, as vendas da Michael Kors caíram 5,6%. Na Jimmy Choo, a queda foi de 5%. No total, as receitas recuaram 4%, para 1,03 mil milhões de dólares, mas o lucro por ação foi de 81 cêntimos, superando os 77 cêntimos esperados pelos analistas.
“Ficámos satisfeitos com o desempenho do terceiro trimestre, que superou as nossas expectativas. Tanto na Michael Kors como na Jimmy Choo continuamos a avançar com as nossas iniciativas estratégicas para posicionar estas marcas icónicas para o sucesso a longo prazo. Olhando em frente, mantemos a confiança de que estas estratégias irão sustentar um regresso ao crescimento no exercício fiscal de 2027, bem como estabelecer as bases para um desempenho sustentável no futuro”, disse o CEO da Capri Holdings, John D. Idol, em comunicado.
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