Acionista mistério da Impresa tenta travar entrada de italianos

A Tilway Management Inc, entidade com sede no Panamá, entrou com uma ação em tribunal para anular o aumento de capital, condição essencial para a entrada da MFE no grupo.

O aumento de capital da Impresa, aprovado por unanimidade em assembleia-geral no dia 29 de dezembro e que tem como objetivo permitir a entrada da MFE o grupo, está a ser impugnada em tribunal.

O processo, de acordo com o Citius, deu entrada no dia 28 de janeiro, no Juízo de Comércio de Sintra, e foi distribuído no dia 29, exatamente um mês após a assembleia-geral na qual os acionistas aprovaram o aumento de capital de 17,325 milhões de euros a ser subscrito pelo grupo italiano Media For Europe (MFE).

A ação para “anulação de deliberações sociais” está a ser interposta pela Tilway Management Inc, entidade com sede no Panamá, e que neste processo, apurou o ECO /+M, está a ser representada pelo advogado André Luiz Gomes.

Desconhecemos a identidade do ou dos acionistas em causa. Decidiremos se comentamos depois de sermos notificados, o que não aconteceu”, responde fonte oficial da Impresa ao ECO/+M, quando questionada sobre os titulares da empresa ou eventuais consequências do processo, nomeadamente atrasos ou mesmo a inviabilização do aumento de capital.

Recorde-se que, sendo a empresa sedeada no Panamá, os dados sobre os seus beneficiários últimos não são públicos. Com o controlo da Tilway Management Inc envolto em mistério, sobra a ata de uma assembleia-geral do grupo, a 27 de maio de 2025, através da qual é possível ver que a entidade detém 1,9836% do capital do grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão. Nesta assembleia-geral, a título de curiosidade, votou contra quatro dos cinco pontos a ordem de trabalhos.

A aprovação em assembleia-geral do aumento de aumento de capital, totalmente subscrito pela MFE, era uma das três condições para a entrada do grupo italiano no capital da SIC e do Expresso. Outra, a confirmação por parte da banca de que o acordo não determina o acionamento de cláusulas de resolução ou de vencimento antecipado em contratos de financiamento, também foi ultrapassada no último dia de 2025. Falta, por fim, a confirmação por parte da CMVM de que a MFE não será obrigada ao lançamento de uma OPA.

A concretizar-se a operação, o grupo italiano fica com uma posição acionista de 32,934% no grupo e a Impreger — detida maioritariamente pela Balseger, por sua vez detida em partes iguais pelos cinco filhos de Francisco Pinto Balsemão — passará a deter 33,7%.

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