Marcelo convoca Conselho de Estado sobre situação na Ucrânia

Presidente convocou reunião a dois meses do fim do seu segundo mandato como Presidente da República, que terminará a 9 de março de 2026 e depois do primeiro-ministro ter estado na Ucrânia.

O Presidente da República convocou o Conselho de Estado para 9 de janeiro, para analisar a situação na Ucrânia. Este poderá ser o seu último tendo em conta a realização de eleições presidenciais a 18 de janeiro.

“O Presidente da República convocou o Conselho de Estado para o próximo dia 9 de janeiro, pelas 15 horas, no Palácio de Belém, para analisar a situação internacional, em particular a situação na Ucrânia”, lê-se na nota no site da Presidência.

Esta será a primeira reunião do Conselho de Estado, órgão político de consulta do Chefe de Estado, desde as eleições legislativas antecipadas de 18 de maio e acontecerá já em período oficial de campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro. A última reunião ocorreu a 12 de março, para dissolver a Assembleia da República, após o chumbo da moção de confiança apresentada pelo Governo.

Marcelo Rebelo de Sousa convocou esta reunião a dois meses do fim do seu segundo mandato como Presidente da República, que terminará a 9 de março de 2026 e depois do primeiro-ministro Luís Montenegro ter estado na Ucrânia.

A reunião decorrerá já em período oficial de campanha para as eleições presidenciais e o conselheiro de Estado, Luís Marques Mendes, é um dos candidatos às presidenciais.

Europa decide apoio de 90 mil milhões à Ucrânia

A convocatória para o Conselho de Estado surge numa altura em que as negociações para paz na região se intensificam, entre líderes europeus, bem como entre os Estados Unidos e a Rússia, em Miami.

Em dezembro, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) chegaram a acordo para conceder um apoio de 90 mil milhões de euros à Ucrânia para os próximos dois anos, através da emissão de dívida conjunta, já que a opção de um empréstimo com base nos ativos russos imobilizados, não obteve consenso, devido à rejeição da Bélgica, país onde estão parte significativa dos ativos retidos.

O Fundo Monetário Internacional estima que as necessidades da Ucrânia para os próximos dois anos sejam de cerca de 137 mil milhões de euros, querendo a UE dar-lhes resposta com perto de dois terços.

Esta segunda-feira Bruxelas prolongou as sanções económicas contra a Rússia por mais seis meses.

Portugal, recorde-se, aprovou em março uma nova tranche de 205 milhões de euros para apoio militar à Ucrânia. Este mês, durante a visita do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e do Ministro da Defesa, Nuno Melo, à Ucrânia foi anunciado um acordo para produção conjunta de drones subaquáticos, bem como a realização de um fórum económico bilateral no próximo ano.

O anúncio surgiu depois de um IndustryDay entre os dois países, organizado também em dezembro pela idD Portugal Defence, que reuniu em Lisboa 90 empresas dos dois países, tendo a idD e Ukrainian Council of Defence Industry (UCDI) um memorando de entendimento para uma “nova fase na cooperação industrial no setor da Defesa entre os dois países”

O UCDI é uma associação independente de fabricantes privados de armamento e equipamento militar da Ucrânia, que reforça a “cooperação com o Estado e com parceiros internacionais, e contribui para moldar a arquitetura de segurança moderna do país”.

(Última atualização às 12h31)

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