Primeiro helicóptero para o Exército chega no último trimestre de 2026

O pedido para a compra de UH-60 Black Hawk deu entrada em dezembro na agência de 'procurement' da NATO, parte de um investimento global estimado em cerca de 50 milhões de euros.

EPA/TOMS KALNINSEPA/TOMS KALNINS
ECO Fast
  • O primeiro helicóptero UH-60 Black Hawk para a nova Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação do Exército deve chegar até ao final de 2026.
  • O investimento total de cerca de 50 milhões de euros inclui a compra dos helicópteros e a modernização do Aeródromo Militar de Tancos, onde a unidade será instalada.
  • Os Black Hawks permitirão ao Exército realizar diversas missões, incluindo apoio aéreo, evacuação médica e combate a incêndios, aumentando a capacidade de resposta em emergências.
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O primeiro helicóptero para a futura Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação do Exército (UHAPE) deve chegar no “último trimestre de 2026”. O pedido para a compra de UH-60 Black Hawk deu entrada em dezembro na agência de procurement da NATO (NSPA), parte de um investimento global estimado em cerca de 50 milhões de euros, financiado pela Lei de Programação Militar (LPM).

Ter capacidade aérea de apoio, proteção e evacuação é uma “antiga pretensão do Exército”, como referiu em novembro passado no Parlamento Nuno Melo, ministro da Defesa, durante a sua audição na comissão conjunta de Defesa e Orçamento. Uma capacidade que será concretizada através da compra de Black Hawks.

O pedido para dar início ao processo de aquisição destes helicópteros — “UH-60 Retrofitted Helicopters and associated materiel and services” [UH-60 helicópteros recondicionados e material associado e serviços] — deu entrada na agência de compras da NATO a 4 de dezembro, com a data de fecho para a receção de propostas previstas até 29 de janeiro, com as mesmas a terem uma data de validade até 30 de junho de 2026, de acordo com a documentação consultada pelo ECO/eRadar.

Estes equipamentos farão parte da futura Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação do Exército (UHAPE) que será acolhida pelo Aeródromo Militar de Tancos. “Esta infraestrutura permitirá apoiar o dispositivo militar do Exército em todo o território nacional e, simultaneamente, constituir-se como uma base de apoio a operações de emergência civil, nomeadamente em situações de catástrofe natural, combate a incêndios rurais, evacuação de populações isoladas e apoio logístico às forças da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)”, refere fonte oficial do Exército ao ECO/eRadar.

O Aeródromo Militar de Tancos está a ser modernizado, com intervenções nos hangares, depósitos gerais, torre de controlo e áreas de manutenção, de modo a “criar as condições adequadas para a receção das aeronaves e a instalação dos sistemas de apoio e manutenção”.

A reabilitação do Hangar Norte deverá estar concluída no início de 2026, permitindo iniciar a formação dos pilotos e técnicos antes da chegada da primeira aeronave. As restantes intervenções, que incluem a remodelação das infraestruturas de apoio e abastecimento, deverão estar finalizadas até março de 2026, assegurando a plena operacionalização da unidade”, refere fonte oficial do Exército Português.

Ao nível de equipamentos, o primeiro Black Hawk chegará já em 2026, estando previsto a entrega de um por ano, até 2028. “A opção de compra é de três helis com opção sobre um quarto, ou seja, aquisição até quatro helis”, refere fonte oficial do Exército Português.

O projeto para a criação da futura UAHPE tem um investimento, inscrito na Lei de Programação Militar, de cerca 50 milhões de euros, montante que engloba a compra de equipamentos, obras de requalificação do Aeródromo de Tancos, bem como todo o processo de formação dos futuros pilotos e mecânicos do Exército, explica o Exército.

Missões previstas

Os helicópteros do Exército permitirão o cumprimento de um “vasto leque de missões”, tanto em território nacional como internacional, tais como “apoio aéreo próximo às forças terrestres, reconhecimento aéreo e proteção armada limitada, projeção e extração de forças, transporte rápido de pessoal e material, evacuação médica assistida, apoio logístico e sustentação de forças isoladas, bem como combate a incêndios e apoio em catástrofes naturais”, elenca fonte oficial do Exército.

As aeronaves serão integradas no Plano de Apoio Militar de Emergência do Exército (PAMEEX), permitindo a sua articulação com entidades como o INEM, a GNR e a ANEPC, no âmbito das missões de Apoio Militar de Emergência Civil (AMEC), refere ainda.

“O Exército Português mantém uma relação de cooperação estreita com a Força Aérea Portuguesa, com vista à criação de sinergias na utilização do espaço aéreo, na formação e na manutenção, potenciando recursos e reforçando a capacidade de resposta conjunta das Forças Armadas”, diz a mesma fonte.

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