CEO Bartolomeo Rongone deixa Bottega Veneta e muda-se para a Moncler

Lina Santos,

O diretor executivo da marca italiana deixa o grupo a partir de 31 de março. Será o novo homem forte da Moncler

Bartolomeo Rongone, gestor executivo da Bottega Veneta, deixará o grupo a partir de 31 de março de 2026, para abraçar novos desafios profissionais, diz, esta terça-feira, em comunicado o grupo Kering, detentor da marca italiana. Será o novo CEO da Moncler.

“Gostaria de agradecer a Leo Rongone pela sua liderança e pelo contributo significativo que deu à Bottega Veneta ao longo dos últimos seis anos. Durante o seu mandato, alcançou marcos importantes com a sua equipa e apoiou o desenvolvimento contínuo da Maison. Desejo-lhe os maiores sucessos nos seus futuros desafios profissionais”, diz Luca de Meo, CEO da Kering, no mesmo comunicado.

O grupo Moncler, grupo italiano de luxo cotado em Milão, opera como uma “mini holding” com duas marcas principais, focada em luxury outerwear e luxury sportswear, faturou mais de três mil milhões de euros em 2024, com um resultado operacional de mais de 900 milhões e um lucro líquido de cerca de 340 milhões de euros.

À frente da Bottega Veneta desde 2019, Bartolomeo Rongone viveu tempos agitados à frente da marca italiana. Da saída de Daniel Lee, em 2021, à nomeação de Matthieu Blazy (agora na Chanel) e, mais recentemente Louise Trotter. Com ele, diz a Vogue, a empresa deixou de ser um atelier artesanal para ganhar dimensão mundial. As vendas foram de 1,7 mil milhões em 2024. Já em 2025, a Bottega Veneta conseguiu receitas 3% superiores aos das outras empresas do grupo. Antes de se dedicar à Bottega Veneta era analista de mercados no sector do luxo. Entrou no grupo Kering em 2012, como diretor de operações da Yves Saint Laurent.

A Kering, também detentora de marcas como Gucci, Balenciaga, McQueen ou Boucheron, adianta ainda que está em curso o processo de seleção do próximo CEO da Bottega Veneta, fundada em 1966 por Renzo Zengiaro e Michele Taddei, especialistas em artigos de pele e criadores do famoso Intrecciato, o entrelaçado que se tornou na assinatura da casa.

Rongone assume a liderança da Moncler no dia 1 de abril, avança a Reuters. Esta terça.-feira, o grupo de luxo italiano também confirmou a saída de Remo Ruffini, que passará a ocupar a cadeira de chairman, à frente das decisões estratégicas do grupo e da sua direção criativa.

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