Ações do luxo em queda após apresentação de resultados da LVMH

ECO,

Os mercados estão a reagir negativamente aos resultados da Louis Vuitton Möet Henessy esta quarta-feira. As quebras anuais da LVMH afetam todo o setor.

Nem o crescimento de receitas da LVMH no último semestre de 2025 nem os números positivos do último trimestre dos grupos Richemont, Burberry e Bruno Cocinelli bastaram para acalmar os mercados. Esta quarta-feira, após a apresentação dos resultados (e a quebra nas receitas anuais), as ações da Louis Vuitton Möet Henessy, caíram 7%, arrastando consigo todo o setor. A Kering caiu 4%, Moncler, Prada e Hermès entre 2% e 3%.

O CEO do grupo, Bernard Arnault, focou-se nos pontos positivos e nos bons resultados da divisão de relógios e joias durante a sua apresentação, esta terça-feira, em Paris, mas o “crescimento orgânico das receitas de 1% no segundo semestre do ano, com melhoria das tendências em todos os grupos de negócio”, do comunicado da empresa, não impede a visão geral.

Os resultados de 2025 ficaram aquém de 2024, passando de quase 84,6 mil milhões de euros para cerca 80,8 mil mil milhões de receita. Arnault avisou: “No curto prazo é difícil fazer previsões”, disse. A imprevisibilidade das decisões políticas em vários países, entre conflitos comerciais entre EUA e China e tarifas, paira sobre as suas palavras.

A divisão de moda e marroquinaria foi afetada, mas as grades quebras verificam-se no setor das bebidas. Os champanhes, como Möet et Chandon ou Ruinart, resistiram, mas houve uma “fraca procura” procura por conhaques na China e nos EUA. Nos relógios e joias, o cenário foi positivo. As vendas da Tiffany, por exemplo, aumentaram 8% no último trimestre. E também a cadeia de lojas de cosmética Sephora se consolidou como líder de mercado.

Otimista no médio prazo, Arnault concentra nas mudanças nas direções criativas de várias marcas, como é o caso de Jonathan Anderson na Dior, assim como na criação de novos produtos, a chave para melhorar os resultados em 2026.

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