Regiões portuguesas e espanholas com crescimento entre 2% e 4% o ano passado
PIB real aumentou em 169 regiões da União Europeia face ao ano anterior e a medalha de ouro vai para a região de Yuzhen Tsentralen, na Bulgária, com um aumento de 11,6% do PIB.
As regiões portuguesas e espanholas estão entre as que apresentam um bom desempenho em 2024 com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer entre 2% e 4%. De acordo com os dados do Eurostat divulgados terça-feira, em 2024, o PIB real aumentou em 169 regiões da União Europeia face ao ano anterior e a medalha de ouro vai para a região de Yuzhen Tsentralen, na Bulgária, com um aumento de 11,6% do PIB. O pódio fica completo com Eastern and Midland, na Irlanda (+8,5%) e Severen Tsentralen, também na Bulgária (+8,4%).
De acordo com o gabinete de estatística europeu, o Alentejo foi a região de Portugal Continental e ilhas onde a economia menos cresceu, registando uma variação real do PIB de apenas 1,1%, abaixo da média nacional de 2,1%. As restantes regiões tiveram um melhor desempenho: Norte e Algarve com um avanço de 2,3%, Oeste e Vale do Tejo, Grande Lisboa e Península de Setúbal com uma subida de 2,2%, e Centro com mais 2,1%. Nas ilhas, o PIB cresceu 2,3% na Região Autónoma dos Açores e 1,5% na Região Autónoma da Madeira.
As regiões portuguesas comparam bem com a região búlgara de Yugoiztochen (-12,7 %) que teve a maior queda do PIB real, com a região meridional da Irlanda (-5,5 %) e com a Reunião, uma região ultramarina de França (-3,7%), que lideram a listas das 64 regiões que sofreram uma contração do PIB.

Já numa análise da evolução do PIB regional per capita, expresso em paridades de poder de compra, variou entre 30,1% da média da UE na região francesa de Mayotte e 268,3% na região Leste e Centro da Irlanda. A Grande Lisboa está entre as regiões com melhor desempenho (128,9% da média) a nível europeu e muito destacada face ao resto do país, num claro sinal das assimetrias regionais.
No Algarve, o PIB per capita foi 89,2% da média europeia em 2024 e no Alentejo 77,1%. Já o Norte e Centro tinham um PIB per capita 70% acima da média europeia e a região Oeste e Vale do Tejo 64,6%. Recorde-se que as regiões passam a ser elegíveis para receber fundos de coesão quando têm um PIB per capita inferior a 75% da média europeia.
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