Escola industrial e digital do dstgroup arranca com 124 vagas
Numa parceria entre o dstgroup, o IPCA e a EPATV, este projeto visa recuperar a tradição das escolas industriais e aproximar os jovens do mercado de trabalho.

Com seis cursos profissionais desenhados à medida dos desafios da indústria — da construção industrial à energia, da eletrónica à ferrovia — e capacidade para 124 alunos, a Escola Industrial dst prepara o arranque do ano letivo em Soutelo, Vila Verde (Braga). Este projeto visa resgatar a tradição das antigas escolas industriais e comerciais dos anos 1980, e responder às exigências do mercado de trabalho.
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“A ideia da dignificação das profissões e do valor do trabalho, a reabilitação das escolas industriais como escolas de artes, que formam artistas dos ofícios, onde a teoria convive com a prática e a ciência com a arte, numa ideia de formação híbrida para incentivar a curiosidade, a beleza e a liberdade de pensamento é a missão desta escola”, começa por explicar José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do dstgroup.
Este projeto, que resulta de uma parceria entre o dstgroup, o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) e a Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), visa dinamizar o território economicamente, com atração de investimento e talento qualificado.
Destinados a alunos que já concluíram o 9.º ano de escolaridade e pretendam ingressar no ensino profissional e de especialização tecnológica, os cursos de nível IV deverão prepará-los para “uma economia cada vez mais tecnológica, digital e exigente em competências especializadas“, explica a Escola Industrial dst num comunicado.
Nesse sentido e durante três anos, os estudantes terão formação em contexto de trabalho nas oficinas, laboratórios e espaços tecnológicos das empresas do dstgroup e de entidades parceiras deste projeto. E contam com profissionais e especialistas das empresas no processo formativo.
A missão desta escola é ser uma Bauhaus para os futuros trabalhadores que por aqui passam. O modelo educativo assenta numa premissa simples: educar a ser, educar a fazer.
Podem escolher entre seis áreas de formação disponíveis: construção industrial, projeto e modelação digital da construção civil, fabrico de componentes de construção metálica, sistemas eólicos e fotovoltaicos, eletrónica e comunicações, e manutenção ferroviária.
O projeto visa igualmente capacitar os alunos com competências tão diversas, como pensamento crítico, criatividade ou comunicação. A ideia é que a escola não ensine apenas a fazer, mas também a pensar. Nesse sentido, o programa formativo prevê a realização de residências de artistas plásticos, e visitas de poetas, romancistas e filósofos.

“A missão desta escola é ser uma Bauhaus para os futuros trabalhadores que por aqui passam. O modelo educativo assenta numa premissa simples: educar a ser, educar a fazer”, assinala José Teixeira.
Esta escola foi criada por despacho do secretário de Estado Adjunto e da Educação assim como homologada a respetiva direção pedagógica, autorizada a oferta formativa e fixada uma capacidade de 124 alunos.
No final da formação, os alunos concluem o ensino secundário com uma qualificação profissional de nível IV, podendo ingressar no mercado de trabalho ou ingressar no ensino superior.
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