Spin-off do Porto “acelera” no programa Protechting da Fidelidade

A spin-off TekPrivacy, incubada na Uptec, está a desenvolver um produto “inovador” direcionado para a proteção de dados.

A spin-off TekPrivacy, incubada na Uptec – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, foi uma das 20 empresas selecionadas pelo programa de aceleração Protechting. Concorria com mais de 600 candidatos de todo o mundo a esta iniciativa do grupo Fidelidade em parceria com a Fosun Foundation, o Hospital da Luz Learning Health e a seguradora peruana La Positiva.

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Este é um programa de inovação e acelerador de projetos-piloto que já vai na 8.ª edição. Vai possibilitar à TekPrivacy, criada por Luís Antunes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), desenvolver um produto inovador direcionado para a proteção de dados. Estes podem “ser úteis para empresas das mais diversas áreas, mas ainda não existe tecnologia que proteja a sua privacidade”, nota a universidade num comunicado.

Segundo o professor Luís Antunes, “em 2024 o valor da monetização de dados na UE27 atingiu os 29,5 mil milhões de euros, refletindo um aumento significativo de 15,3% face a 2023”. Contudo, sublinha o CEO da TekPrivacy, “estes números podem estar em causa por ausência de soluções tecnológicas que permitam retirar o valor dos dados sem comprometer o quadro legal em vigor: o RGPD”.

Spin-off TekPrivacy, incubada na Uptec, foi uma das 20 empresas selecionadas pelo programa de aceleração Protechting.

Luís Antunes encontrou a solução na criação do Tek-Risk, “uma ferramenta alinhada com a estratégia de dados da União Europeia, em particular com o Espaço de Dados de Saúde, que permite calcular, com precisão, o risco de privacidade do tratamento de um determinado conjunto de dados para uso secundário”, assegura o professor Luís Antunes.

Na prática, esclarece a Universidade do Porto, “a informação pessoal, após ser transformada, é avaliada de forma rigorosa, fazendo com que o utilizador final possa minimizar o risco sem comprometer a utilidade dos dados”. Estes podem ser utilizados, por exemplo, para investigação científica, análise e estudos de tendências ou definição de novos produtos.

A edição deste ano do programa Protechting recebeu propostas de startups europeias, chinesas e da América Latina.

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