Lusomorango contabiliza mais de 10 milhões de prejuízos e pede ajuda ao Governo

Produtores associados da Lusomorango, em Odemira, contabilizam prejuízos superiores a 10 milhões de euros e perda até 70% da capacidade produtiva devido à depressão Kristin.

Já ultrapassam os 10 milhões de euros os prejuízos de 40 produtores de pequenos frutos de Odemira causados pelo impacto “severo” da depressão Kristin e que deverão disparar nos próximos dias com o agravar do mau tempo, alerta a Lusomorango. A organização de produtores contabiliza a perda até 70% da capacidade produtiva e apela ao Governo que apoie este concelho alentejano perante a ameaça do futuro da fileira de frutos como amoras, mirtilos e framboesas.

“A Lusomorango – Organização de Produtores de Pequenos Frutos alerta para o impacto severo da depressão Kristin nas explorações agrícolas do concelho de Odemira. Entre as quatro dezenas de produtores associados, contabilizam-se prejuízos diretos provisórios já superiores a 10 milhões de euros”, calcula a associação.

Segundo a organização de produtores de pequenos frutos, “a destruição de infraestruturas agrícolas, sistemas de rega e outros equipamentos essenciais à produção levou, para já, à perda entre 50% a 70% da capacidade produtiva dos produtores”.

Manifestamos naturalmente total solidariedade com todas regiões afetadas, mas é fundamental que o Governo considere também a gravidade da situação em Odemira e em outros territórios do país, e os inclua no perímetro de ajudas destinadas a responder aos efeitos da depressão Kristin.

Joel Vasconcelos

Presidente executivo da Lusomorango

A Lusomorango pede, por isso, ao Governo o acesso urgente dos produtores de Odemira às medidas de apoio anunciadas de modo a fazerem face ao impacto dos estragos causados pela intempérie. Em causa estão, avisa, a produção das dezenas de explorações agrícolas, os milhares de empregos nesta atividade agrícola e, por arrasto, a economia nacional.

“Manifestamos naturalmente total solidariedade com todas regiões afetadas, mas é fundamental que o Governo considere também a gravidade da situação em Odemira e em outros territórios do país, e os inclua no perímetro de ajudas destinadas a responder aos efeitos da depressão Kristin”, apela o presidente executivo da Lusomorango, Joel Vasconcelos, citado num comunicado.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Criada em 2005, a Lusomorango é considerada a maior Organização de Produtores (OP) nacional do setor das frutas e legumes, em volume de negócios, e dedica-se à produção e comercialização de framboesa, amora, mirtilo e morango.

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