IAPMEI faz ronda pelas agendas do PRR para avaliar impactos
Aos líderes de cada consórcio foi incumbida a tarefa de fazer o levantamento do ponto de situação de todas as entidades que compõem cada agenda.
O IAPMEI está a fazer uma ronda por todas as agendas mobilizadoras para avaliar os impactos do comboio de depressões que tem fustigado sobretudo a zona centro do país onde se concentra grande parte da indústria nacional, apurou o ECO.
Aos líderes de cada consórcio foi incumbida a tarefa de fazer o levantamento do ponto de situação de todas as entidades que compõem cada agenda. O objetivo é recolher informações para ajudar a traçar um quadro global dos impactos que neste momento ainda não é conhecido.
Do lado das empresas, a grande preocupação é a recuperação das infraestruturas danificadas para que possam voltar a laborar com alguma normalidade. Os custos — que numa estimativa muito preliminar já ascendem a quatro mil milhões de euros, segundo o ministro da Economia — poderão ter uma segunda onda de impacto (que ainda não é possível de contabilizar) porque há empresas que podem comprometer o desempenho de outras ao interromper as cadeias de abastecimento.
“Uma empresa em Leiria que fabrica peças que entram na cadeia de produção de outra empresa que está em Bragança ou em Évora, que nada tem a ver com a zona da tempestade, vai afetar a capacidade de produção da outra fábrica”, exemplificou Castro Almeida em entrevista à RTP Notícias, na quarta-feira.
“Do ponto de vista da economia vai ser um abalo muito relevante”, assegurou, reconhecendo que o impacto ao nível das exportações “é inevitável”, embora destaque a vontade dos empresários de ultrapassarem mais esta adversidade e não falharem a entrega de encomendas para não correrem o risco de serem substituídos por outros fornecedores.
No caso das agendas mobilizadoras a avaliação dos impactos tem um segundo propósito, perceber se será necessário proceder a uma nova reprogramação já que estas são financiadas por verbas do PRR. As agendas que não pediram uma reprogramação tinham como data-limite de execução dezembro de 2025, mas as 37 que o fizeram têm agora até junho deste ano para concluir todos os produtos e serviços (pps) a que se comprometeram.
O aumento de ambição destas 37 agendas – que envolvem 1.757 entidades distintas — traduziu-se em mais 464,48 milhões de euros. De sublinhar que só a área da energia reviu em baixa a sua ambição, tal como o ECO avançou. Estas agendas libertaram 145,31 milhões de euros que foram redistribuídos pelas restantes, que aumentaram os produtos e serviços que pretendem desenvolver. Houve um acréscimo de 203 novos produtos e serviços, que se somam aos 1.060 já previstos.
E este nível de ambição pode ser, precisamente, a boia de salvação em termos de execução do PRR a este nível, porque a meta definida com Bruxelas é a criação de 963 novos produtos, processos ou serviços e os 52 consórcios estão a propor criar 1.263.
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