Estée Lauder e Puig falham acordo de fusão

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O negócio teria criado um grupo de moda e beleza avaliado em quase 40 mil milhões de dólares - um dos maiores do mundo.

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Não haverá Estée Lauder-Puig. A empresa norte-americana terminou as conversas de fusão com a empresa espanhola, avançou o Financial Times esta quinta-feira à noite. A operação teria criado um grupo de moda e beleza avaliado em quase 40 mil milhões de dólares. Desta forma, a L’Oréal mantém a liderança.

A Estée Lauder anunciou esta quinta-feira que as partes terminaram as conversas sobre uma potencial combinação de negócios. A empresa espanhola também confirmou o fim das negociações. “A Puig comunica hoje que as conversas terminaram e que as companhias não alcançaram um acordo para levar a cabo uma potencial fusão dos respetivos negócios”, disse o grupo catalão de cosmética à Comissão Nacional de Mercados de Valores (CNVM), citado pelo jornal Expansión.

A fusão juntaria marcas de beleza de gama alta da Estée Lauder, como Clinique e Tom Ford Beauty, com Charlotte Tilbury e Jean Paul Gaultier, detidas pela Puig.

Os mercados reagiram positivamente ao anúncio, em março. As ações da Estée Lauder subiram 11,5 % na negociação após o fecho, depois de terem recuado cerca de 20 % quando o Financial Times revelou as conversas em março.

As negociações foram condicionadas por questões sobre o equilíbrio de poder entre as duas famílias e a distribuição de lugares no conselho de administração, segundo uma pessoa próximo do processo. As duas empresas são controladas pelas famílias fundadoras (a Estée Lauder foi fundada em 1946 e a Puig tem mais de um século de história.

Esta quarta-feira soube-se que um obstáculo de última hora estava a impedir o fecho do acordo. De acordo com o Expansión, e como o ECO Avenida escreveu, a intenção da maquilhadora e empresária Charlotte Tilbury de rever as condições do contrato assinado em 2020 com a Puig ameaçava complicar as negociações entre o grupo espanhol e a Estée Lauder.

As ações da Puig têm recuado desde a entrada em bolsa em maio de 2024. Na Estée Lauder, a queda das receitas e as dúvidas sobre a sucessão pressionaram a cotação, que está quase 80% abaixo do máximo histórico de 2021.

Stéphane de La Faverie, CEO da Estée Lauder, disse esta quinta-feira que a empresa vai avançar com o plano de transformação Beauty Reimagined. Isto no ano em que a empresa se encontra a fazer uma restruturação que implica o despedimento de três mil pessoas. Já a Puig afirmou que continua focada na execução da sua estratégia, no crescimento rentável do portefólio de marcas, na beleza premium, na construção de marca e na criação de valor a longo prazo.

José Manuel Albesa, presidente executivo da Puig, disse esta sexta-feira que a empresa manterá uma abordagem seletiva e orientada para a criação de valor em fusões e aquisições, para complementar o portefólio.

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