Hotelaria recebeu 10,6 milhões de hóspedes até julho

Os hotéis portugueses estão a conseguir cobrar preços mais elevados aos hóspedes. Em julho, a média do rendimento por quarto já foi superior a 63 euros, quando, há ano, era de 56 euros.

O setor do turismo continua a somar recordes e a crescer a dois dígitos. Nos primeiros sete meses deste ano, a hotelaria nacional recebeu mais de 10 milhões de hóspedes, responsáveis por mais de 29 milhões de dormidas, mostram os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Ao todo, foram 10,6 milhões de hóspedes a dormirem nos hotéis portugueses entre janeiro e julho, um aumento de 10,7% face a igual período do ano passado. Só em julho, foram mais de dois milhões de hóspedes, uma subida homóloga de 10,2%. Contas feitas, a hotelaria registou 29,5 milhões de dormidas nos primeiros sete meses do ano (mais 10,2% do que há um ano). Os hóspedes estrangeiros responderam por 72% destas dormidas.

No final de julho, a hotelaria tinha faturado um total de 1,5 mil milhões de euros, mais 16,7% do que há um ano. Já o rendimento médio por quarto subiu 13,4%, para uma média de 38,9 euros. Só em julho, este indicador totalizou 63,6 euros, quando, há um ano, era de 58 euros.

Metade da oferta continua por ocupar

Apesar do crescimento, a taxa de ocupação continua a ser inferior a 50% no conjunto dos sete primeiros meses do ano, ou seja, os hoteleiros não conseguem dar resposta à sazonalidade e metade da oferta continua por ocupar. Entre janeiro e julho, a taxa de ocupação fixou-se numa média nacional de 46,6%. Considerando apenas julho, a taxa de ocupação foi de 65%.

A estada média, por seu lado, recuou para 2,79 noites, isto é, apesar do aumento do número de hóspedes, os visitantes estão a ficar menos tempo em Portugal.

Norte e Açores lideram crescimento

Algarve, Lisboa e Madeira continuam a ser, por esta ordem, as regiões que reúnem o maior número de dormidas. No entanto, são o Norte e os Açores as regiões que registam os maiores crescimentos.

A região Norte registou 3,7 milhões de dormidas (das quais dois milhões por parte de estrangeiros) no conjunto de janeiro a julho, um aumento homólogo de 15,1%. Já nos Açores, as dormidas dispararam 25% neste período, totalizando 865 mil.

No período em análise, o Reino Unido manteve-se como o principal mercado emissor, respondendo por quase 25% das dormidas de não residentes. Espanha foi o segundo maior mercado, seguida da Alemanha e de França. Já os Estados Unidos foram o mercado que registaram maior aumento do número de dormidas, crescendo quase 29% face aos sete primeiros meses de 2015.

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