Malparado: Banca pode ter de castigar os acionistas, diz o Haitong

O FMI diz que a banca precisa de ter uma abordagem pró-ativa à desalavancagem, exigindo mais medidas que são negativas para o setor. E podem pesar nos acionistas, especialmente os do BCP.

A banca continua assoberbada por malparado. O Fundo Monetário Internacional (FMI) defende que o setor adote uma abordagem diferente que na perspetiva do Haitong pode ser negativa tanto para o BCP BCP 0,00% como o BPI BPI 0,00% . Diz que os bancos já têm uma margem de manobra reduzida e podem ser precisos aumentos de capital.

Para o FMI, os bancos têm de abordar o problema do crédito malparado “com firmeza, eliminar os empréstimos antigos e facilitar o crédito a novas empresas e novos setores”, para impulsionar o crescimento fraco.

Neste sentido, recomenda um “esforço centralizado e com prazos definidos para aumentar os capitais próprios dos bancos de modo a criar espaço no balanço para eliminar os ativos improdutivos”, ou seja, o crédito malparado. Algo que tem um impato negativo para o setor, diz o Haitong.

Com a banca a pesar no risco de crédito do país, os bancos estão a perder alguma margem de manobra e podem, em último caso, ser forçados a adotarem soluções menos favoráveis para os seus acionistas.

Haitong

Nota de research

É “negativo para o setor como um todo e para o BCP, em particular, tendo em conta a melhor qualidade dos ativos do BPI”, refere o banco de investimento numa nota enviada aos clientes. O Haitong tem um preço-alvo de 0,02 euros para o BCP.

“Supervisores e reguladores têm aumentado o foco nos ativos problemáticos numa altura em que o crédito malparado em Portugal continua a ser o mais elevado na Europa”, diz o banco. “Na nossa perspetiva, com a banca a pesar no risco de crédito do país, os bancos estão a perder alguma margem de manobra e podem, em último caso, ser forçados a adotarem soluções menos favoráveis para os seus acionistas”, nota. Ou seja, podem ter de fazer aumentos de capital para resolver o problema do malparado.

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