BCP volta a valer menos de mil milhões

O banco liderado por Nuno Amado não sabe o que é subir em bolsa desde que fundiu 75 ações numa só. Perdeu 6,7% na primeira semana acima de um euro.

O BCP BCP 0,00% continua a perder valor em bolsa. Em cinco sessões, caiu cinco vezes. Acumulou, neste curto período de tempo, uma queda de 6,75%. Desapareceu o equivalente a 71 milhões de euros, levando o valor do banco liderado por Nuno Amado a baixar novamente dos mil milhões.

Os títulos do banco fecharam a última sessão da semana com uma queda de 2,33%. Esta queda foi a quinta consecutiva dos títulos do BCP, que está agora a valer 1,25 euros por ação. A pior sessão foi a de terça-feira, dia em que chegou a afundar mais de 8%.

Quinta sessão, quinta queda consecutiva

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Fonte: Bloomberg (valores em euros)

Estas quedas consecutivas acontecem na primeira semana após a operação de fusão de ações: o banco fundiu 75 títulos em apenas um, o que levou as ações a passarem de pouco mais de um cêntimo para um valor em torno de 1,30 euros.

A operação visava travar a volatilidade do BCP em bolsa, mas não está a conseguir fazê-lo. As quedas consecutivas ditaram uma desvalorização de 6,75% do BCP no espaço de uma semana.

O banco perdeu 71 milhões de euros de capitalização bolsista. Está agora avaliado em 983,9 milhões de euros, continuando a valer menos que a Corticeira Amorim. Tem uma capitalização bolsista ligeiramente superior à da Semapa.

Pequenos em fuga?

A operação parece ter mudado a perceção do mercado em relação aos títulos que antes valiam cêntimos. Muitos pequenos investidores tinham milhares de ações do BCP. Com a elevada volatilidade, havia sempre a expectativa de conseguir num curto espaço de tempo ganhar com os títulos.

Com a fusão de ações, o BCP pretendeu chamar à atenção dos fundos de investimento. João Queiroz, da GoBulling, lembrou que “existem investidores, sobretudo institucionais como os fundos, que não negoceiam penny stocks”, pelo que é positivo que o título valha agora mais de um euro.

Mas a tendência negativa tem tomado conta do banco. E com a pressão vendedora que se está a registar, aumenta a probabilidade de o título voltar a negociar na casa dos cêntimos.

À espera da Fosun

Nem mesmo a Fosun, que está a preparar a entrada no capital da instituição, está a ser suficiente para suster a queda. Pedro Lino, da DifBroker, diz que “o interesse da Fosun nas ações do BCP deu algum suporte, mas não será suficiente para inverter o rumo”.

“Será necessário que os resultados operacionais mostrem que o banco é merecedor da confiança dos investidores”, sublinha o especialista. O BCP vai apresentar as contas no dia 8 de novembro.

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