Lucros da EDP encolhem para 615 milhões

A elétrica liderada por António Mexia apresentou uma quebra de 15% nos resultados líquidos dos primeiros nove meses.

A EDP lucrou menos nos primeiros nove meses do ano. A elétrica apresentou resultados líquidos de 615 milhões de euros, menos 16% que no período homólogo em que tinha, no entanto, obtido um ganho extraordinário “com a aquisição de uma participação adicional de 50% na central de Pecém I”. A dívida voltou a encolher.

“O resultado líquido atribuível a acionistas da EDP caiu 16% face aos primeiros nove meses de 2015 para 615 milhões de euros nos nove meses de 2016, impactado pelo ganho com a aquisição de uma participação adicional de 50% na central de Pecém I em 2015 e parcialmente mitigado pelo melhor desempenho operacional”, diz a elétrica à CMVM.

O EBITDA da EDP ascendeu “a 2.893 milhões de euros (menos 3% em termos homólogos), reflexo do menor contributo de efeitos não recorrentes decorrente da compra a desconto à Eneva de 50% de Pecém I, no Brasil”, mas também da venda de ativos de gás em Espanha”.

Excluindo os efeitos não recorrentes, o EBITDA subiu 10% para 2.832 milhões de euros nos nove meses de 2016. E o resultado líquido nos primeiros nove meses teria ascendido a 661 milhões de euros (o que se traduziria num aumento de 17% face aos 564 milhões em 2015)”, acrescenta a cotada liderada por António Mexia.

Menos dívida

Ao mesmo tempo que os resultados caíram, a dívida encolheu. “A dívida líquida caiu 1,4 mil milhões de euros face a dezembro de 2015 (uma quebra de 8%), para um valor de 15.963 milhões de euros em setembro, ainda que refletindo o pagamento anual de dividendos aos acionistas da EDP”.

Esta redução de dívida foi suportada por uma redução de ativos regulatórios em 1,4 mil milhões de euros fruto da venda de défice tarifário (dois mil milhões)“, além da geração orgânica de fluxos de caixa, entre outros.

“A posição de liquidez financeira (caixa e linhas de crédito disponíveis) do Grupo EDP a setembro de 2016 ascende a 5,8 mil milhões de euros, cobrindo as necessidades de refinanciamento da EDP até após 2019”, refere.

(Notícia atualizada às 17h28 com mais informação)

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