Carris: PSD não garante votar ao lado do PCP

  • Margarida Peixoto
  • 30 Janeiro 2017

Os social-democratas querem aproveitar o trunfo que o PCP lhes deu para a mão. A direção do PSD decidiu adiar qualquer tomada de posição em concreto para mais perto do debate.

A direção do PSD decidiu adiar uma tomada de posição sobre a questão da Carris até ao debate parlamentar sobre o tema, apurou o ECO. Por enquanto, os social-democratas querem esperar para ver como evoluem as negociações entre socialistas e comunistas.

Depois da polémica do chumbo da TSU no Parlamento — em que o PSD se juntou à esquerda para formar uma maioria negativa e revogar a medida aprovada pelo Governo — os social-democratas sentem que têm agora um trunfo na mão. O pedido de apreciação parlamentar, entregue na sexta-feira passada pelo PCP, ao decreto-lei que transfere a gestão da Carris para o Município de Lisboa abre a possibilidade de uma nova maioria negativa contra o Executivo de António Costa. E, por isso, não querem tomar decisões precipitadas.

Os social-democratas decidiram esperar para ver, em concreto, o que vão pedir os comunistas. “Teria alguma piada dizer já?”, confidencia uma fonte do PSD, ao ECO. Os social-democratas querem também aguardar para perceber se haverá mesmo um potencial de negociação com o Governo, como promete o PS — e o que resultará daí. Só depois de as posições de comunistas e socialistas estarem mais clarificadas é que o PSD se deverá pronunciar, em concreto, sobre o assunto.

Contudo, a posição de base do PSD sobre a matéria é conhecida: foi no Executivo liderado por Pedro Passos Coelho que o concurso internacional para a venda da concessão foi lançado. Em junho de 2015, foi escolhido o consórcio Ado Avanza, com maioria de capital mexicano, para gerir as operações do Metro de Lisboa e da Carris por um período de oito anos, numa transação avaliada em 1.075 milhões de euros. Chegado ao poder, o Governo de António Costa reverteu as concessões.

No pedido de apreciação parlamentar, os comunistas apontam para a importância de permitir uma gestão intermunicipal da Carris, opondo-se à entrega da operação a Lisboa tal como está prevista no decreto-lei. Contudo, não esclarecem se o pedido de apreciação parlamentar visa introduzir alterações ao diploma, ou revogá-lo.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Carris: PSD não garante votar ao lado do PCP

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião