FMI: Grécia precisa de mais alívio da dívida ainda “insustentável” apesar de progressos

  • Lusa
  • 7 Fevereiro 2017

A Grécia tem feito progressos para reduzir os enormes problemas orçamentais e a restaurar o crescimento económico, mas a dívida do país helénico permanece insustentável. É esta a conclusão do FMI.

A Grécia tem feito progressos com vista a reduzir os enormes problemas orçamentais e a restaurar o crescimento económico, mas a dívida do país helénico permanece insustentável, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI), defendendo um alívio adicional.

Num comunicado divulgado na noite de segunda-feira, o FMI assinala que, apesar dos avanços registados, as dívidas da Grécia continuam “insustentáveis” a longo prazo, mas há divergências no seio do organismo relativamente às medidas a tomar e aos objetivos financeiros que devem ser atingidos.

A dívida helénica ronda 180% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o FMI, pelo que a maioria dos diretores do organismo internacional diz que a Grécia irá provavelmente necessitar de um alívio da dívida para poder pagar as suas contas a longo prazo. O FMI indicou que a maioria dos membros do conselho de administração concordou que, “apesar dos enormes sacrifícios da Grécia e do generoso apoio dos parceiros europeus, alívio adicional pode ser necessário para restaurar a sustentabilidade da dívida”.

Esse alívio da dívida deve ser acompanhado, contudo, por “uma forte implementação de políticas para restaurar o crescimento e a sustentabilidade”. O conselho de administração do FMI, que representa os 189 estados-membros da instituição, reuniu-se para discutir o relatório anual sobre a economia grega que considera a situação da dívida “insustentável” e “explosiva” a longo prazo.

O FMI prevê que a economia da Grécia irá alcançar um crescimento anual inferior a 1% a longo prazo, um valor que embora não seja impressionante traduz uma melhoria face aos anos em que está mergulhada em recessão. Em paralelo, antecipa que Atenas irá cumprir a meta do FMI ao registar um excedente orçamental anual primário – sem os encargos com a dívida, como o pagamento de juros – equivalente a 1,5% do PIB real.

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